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Por que o trânsito em Curitiba não melhora

7 de outubro de 2011 em Denúncias, Midia, Notícia, Sociedade do automóvel, Vídeos

http://www.youtube.com/watch?v=fVS6TLAIUgE

Este vídeo pode parecer um pouco fora de contexto do cicloativismo, mas é a URBS a instituição responsável pela promoção das melhorias do trânsito que tanto reivindicamos.

As medidas contra essa movimentação dizem qual é a política utilizada internamente, e as declarações dos trabalhadores demitidos também mostram como determinados motoristas são favorecidos para serem ainda mais donos do trânsito.

A prefeitura pode agir nesse caso, e deve fazê-lo caso não queira ser conivente com essa postura de perseguição daqueles que a questionam, e acima de tudo de ser seletiva na aplicação da lei.

Se continuar assim, o trânsito nunca vai melhorar, mesmo.

Publicado há pouco, na Gazeta do Povo.

Diretora de trânsito da Urbs deixa o cargo após divulgação de vídeo

A diretora de trânsito da Urbanização de Curitiba (Urbs), Rosângela Battistella, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (7) e o pedido foi aceito pelo prefeito Luciano Ducci (PSB). A saída da diretora de trânsito ocorre no momento em que a Prefeitura de Curitiba questiona a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que impede a Urbs de aplicar multas de trânsito.

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Em nota, a agora ex-diretora de trânsito da Urbs diz que cometeu um erro e assume. “Tenho uma trajetória ética na vida pessoal e profissional. Por isso tenho a maior tranquilidade em admitir meu erro e colocar meu cargo à disposição, para preservar a Diretran e a Urbs, órgãos pelos quais tenho profundo respeito e onde exerci minha função com orgulho e dedicação”, afirma.

Isso aí está com toda a cara de abafação e preservação do “bom mocismo”, citado pelo Douglas aí nos comentários.

Curitiba é a capital que mais perdeu passageiros de ônibus

21 de junho de 2011 em Notícia, Transporte Público

O Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK) da região metropolitana de Cu­ri­tiba (RMC) caiu 21% na última década, a maior queda entre as dez capitais brasileiras monitoradas, de acordo com dados da Fundação de Instituto de Pesquisas Econô­micas (Fipe) e da Confederação Nacional do Trans­porte (CNT). O IPK é o resultado da divisão do número mensal de passageiros equivalentes (total de usuários, descontadas as gratuidades) do transporte coletivo pela quilometragem mensal.

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Para o economista Lafaiete Neves, autor do livro Movimento Popular e Transporte Coletivo em Curitiba, é o preço da tarifa que afasta os passageiros e diminui o IPK . “O que temos aqui são oligopólios: poucas empresas ofertando o serviço. Como agem em forma de cartel, empresários preferem elevar as tarifas à medida que perdem passageiros, mantendo os lucros altos”, afirma. “O poder público até regula, mas não controla os custos do sistema. Com isso, milhares de usuários são penalizados com uma elevada tarifa e um serviço sem qualidade.”

Fonte: Gazeta do Povo

CARTA ABERTA DO MOVIMENTO PASSE LIVRE À POPULAÇÃO DE CURITIBA

2 de junho de 2010 em Políticas Públicas, Sociedade do automóvel, Transporte Público

O Movimento Passe Livre no dia 1º de Junho de 2010 acompanhou a votação do pedido da câmara à URBS para esclarecimento do processo licitatório do transporte coletivo que há dois meses não divulga os valores da mesma. Feito o ato para pressionar os vereadores da situação a fim de cobrar uma posição da URBS, fomos derrotados. Os vereadores “enrolaram” até que a sessão chegasse ao final sem que fosse votado o pedido.

Mais uma vez entendemos essa atitude dos vereadores da bancada da situação como mantenedores do lucro injusto das três famílias usurpadoras que sugam os trabalhadores através da tarifa imoral compulsória que vem taxando-nos. Servem como soldados da oligarquia empresarial contra o povo. Povo esse que elegem para câmara os vereadores que teoricamente defenderiam os interesses populares e não interesses de uma quadrilha instaurada no fulcro da administração municipal, como temos visto.

É um verdadeiro golpe à democracia o que assistimos nesse dia 1º de Junho de 2010, onde um simples pedido de divulgação do resultado da licitação do transporte coletivo é negado à população de Curitiba sem qualquer argumento.

Isso reforça, novamente, o poder que essa quadrilha tem dentro dos três poderes. São negados os direitos dos cidadãos em saber sobre os processos licitatórios da cidade em que vive.

É com muita lástima que o Movimento Passe Livre enxerga o processo fraudulento da licitação do transporte coletivo em Curitiba; os empresários que enriquecem de modo escuso e também seus coadjuvantes vereadores, deputados e correligionários entrelaçados como vermes nas entranhas do Estado.

Movimento Passe Livre, 2 de Junho de 2010.

URBS paga por aumento de R$2,20

12 de junho de 2009 em Municipalities

A queda no número de passageiros dos ônibus da capital está fazendo com que o sistema de transporte coletivo de Curitiba opere no vermelho. Desde o início do ano, quando a prefeitura aumentou o preço da tarifa de R$ 1,90 para R$ 2,20 de uma só tacada, depois de cinco anos sem reajuste, a média de passageiros diminuiu em mais de 600 mil pessoas por mês. Em quatro meses, de janeiro a abril, isso significou 2,6 milhões de passagens a menos.

Como resultado, a Urbs precisou usar metade do Imposto sobre Serviços (ISS) pago pelas operadoras do sistema e jogar no próprio pagamento das despesas de transporte – em vez de encaminhar para o tesouro municipal, como normalmente ocorre. De janeiro a abril, o subsídio levou a uma injeção de R$ 4 milhões no sistema de transporte. Mas nem isso resolveu o problema – e a partir daí, a Urbs passou a atrasar o pagamento feito às 10 empresas que põem os ônibus para circular na cidade.

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Fonte: Gazeta do Povo

A atitude estratégica de aumento da tarifa de ônibus pela prefeitura no início do ano parece estar agora se virando contra ela. Frente à grandiosos projetos de reforma de terminais e implantação de novos e maiores ônibus, a URBS tem acumulado dívidas e dívidas devido à falta de passageiros.

Com certeza essa diminuição teve repercussão nas bicicletas da capital. Alguém mais tem a impressão de que tem muito mais gente andando de bicicleta agora do que no ano passado?