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A convivência com os carros é possível

9 de outubro de 2011 em Bem-estar, Bicicleta, Notícia

Onde as bicicletas dominam a paisagem

Em Antonina, uma das cidades com a menor proporção de veículos por habitante no Paraná, as magrelas são maioria e convivem pacificamente com os carros. [...]

Não há números oficiais que comprovem, mas os moradores garantem que, no município com a segunda menor proporção de veículos por habitante do estado, as bicicletas são maioria no trânsito. Em cenas impensáveis para algumas cidades, carros e bicicletas transitam harmoniosamente, provando que a convivência é possível, pelo menos na pequena Antonina. A média na cidade é de 15 veículos a cada 100 habitantes.

Fonte: Gazeta do Povo

Sugestão de notícia do Felipe Ribeiro

Violação de Ciclovia na João Negrão com Eng. Rebouças

23 de setembro de 2011 em Bicicleta, Denúncias

Na esquina da Engenheiro Rebouças com a João Negrão, as obras da Igreja Universal ocupam, por bem dizer, metade da ciclovia. Os tapumes colocados de maneira ilícita e desrespeitosa atrapalham a circulação de pedestres e bicicletas no local.

Fotos enviadas pelo colega Luiz Chagas, que entrou com o pedido de fiscalização 000156888i na prefeitura.

Campanhas educativas

6 de abril de 2010 em Educação no Trânsito, Midia, Planeta Bicicletada, Vídeos

O saldo do feriado de Páscoa desse ano nas estradas foram impressionantes. No Paraná, 2º colocado no “ranking” nacional, foram contabilizados 366 acidentes e 20 mortes. (1) e (2).

Embora muitos especialistas indiquem que a causa da barbárie no trânsito seja a impunidade, os maus hábitos do brasileiro no volante continuam sendo o principal fator nessa escalada de violência.

Campanhas educativas continuam sendo feitas, como a Sou legal no trânsito, realizada pelo Denatran e o Ministério das Cidades, mas os resultados ainda são tímidos. Durante viagens profissionais que tenho feito nas estradas, vendo aqueles pátios lotados de veículos retorcidos, imaginei a possibilidade de utilizar esses restos em uma campanha, expondo-os na frente dos postos da polícia rodoviária com os dados de mortos e feridos em cada acidente, numa abordagem impactante e atingindo os motoristas no momento em que estão atrás dos volantes.

Abordagens de alto impacto, sejam pelos conteúdos chocantes ou emotivos, são utilizadas em diversas campanhas mundo afora. Na paginá do Denatran existe um arquivo com campanhas nacionais e internacionais que podem ser baixados. Dos diversos vídeos já vistos, separo dois deles que me impressionaram. O segundo é uma obra-prima!

Via Sedentario -> Brainstorm9

Flávio Krüger

Manutenção de ciclovias

17 de outubro de 2008 em Políticas Públicas

Nas últimas semanas tem se observado algumas reformas tímidas em trechos das ciclovias em Curitiba:

  • Trechos irregulares e/ou destruídos por raízes de árvores estão recebendo uma camada nova
  • Alguns desníveis e guias com “degraus” estão ficando um pouco mais nivelados
pa070065 Manutenção de ciclovias

Ciclovia recapeada. Repare o caminho alternativo para evitar as antigas rachaduras.

Já não era sem tempo de começarem a olhar para as vias para ciclistas. Medidas como essa precisam ser mais abrangentes para tornar mais fluido o tráfego de bicicletas. Isso vai trazer uma consequência inevitável o aumento da velocidade nas ciclovias. O que nos remete a algumas outras questões:

Ciclovias compartilhadas
É preciso mais espaço para abrigar o fluxo de pedestres e ciclistas. As calçadas são muitas vezes impraticáveis tornando a ciclovia o único espaço para circulação de não-motorizados.

Preferência nos cruzamentos
O tratamento das intersecções é praticamente nulo. Sem sinalização, pedestres e ciclistas têm que se arriscar entre um sinal e outro para conseguir atravessar avenidas como a Visconde de Guarapuava e a Marechal Deodoro.

 Manutenção de ciclovias

A mesma ciclovia, alguns metros adiante, segue precisando de reformas. Novamente a presença do caminho alternativo.

É preciso criar condições seguras não apenas com semáforos específicos que geralmente tem um tempo extremamente reduzido para quem não está de carro. Mas criando rotas mais diretas para não-motorizados e restrigindo/reduzindo o acesso/velocidade de carros e motos.


Tomara que essas pequenas melhorias observadas sejam apenas o prenúncio de um verdadeiro avanço na mobilidade sustentável em Curitiba.

Você conhece mais alguma melhoria? O que você considera mais prioritário daqui pra frente?

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por Gunnar

O que nós queremos, afinal?

4 de julho de 2008 em Charges, Direitos do Ciclista, Políticas Públicas

Falarei em nome da bicicletada, embora não exista realmente uma unidade de pensamento – o que é justamente o grande trunfo do movimento – e, portanto, o que vai abaixo é apenas a opinião pessoal desse que vos escreve.

andy13 O que nós queremos, afinal?

O que temos (desenho de Andy Singer)

 

Não reivindicamos o direito a ter um cantinho na cidade. A coisa é mais ampla que isso.

Nossa luta contra a ditadura do automóvel não é uma questão de gosto, do tipo “eu prefiro a bicicleta então vou falar mal do carro”. Nada disso. Reconhecemos que o carro, isolado, como veículo, tem lá sua utilidade.

O que nós estamos questionando é justamente a dimensão e a falsa importância que o automóvel ganhou nas cidades. A rua se tornou perigosa para as pessoas, principalmente crianças e idosos; o espaço urbano está degradado e abandonado, transformado em local de passagem; mais da metade do solo da cidade é ocupado por ruas e mais ruas, túneis, viadutos; toda a cidade é planejada para o carro, temos vagas ao longo das ruas, calçadas cada vez menores, praças sendo eliminadas, tudo para ceder espaço à minoria que possui um automóvel. E olha que legal: mesmo com essa concessão toda, ironicamente, o sistema não funciona: os congestionamentos são cada vez mais longos e demorados, e assim, a mobilidade – não só dos carros, mas de toda a população – vai para o brejo.

A pergunta que fica é: por que continuar insistindo num sistema que, além de destruir a cidade, servir apenas uma minoria e usurpar o espaço que é de todos, não funciona e já mostra claramente sinais de esgotamento? Grandes cidades do primeiro mundo já perceberam que uma das primeiras medidas para começar a resolver o problema do trânsito é restringir a circulação de automóveis, além de repensar completamente a cidade, priorizando o transporte público e humano.

Então:

 
A bicicletada reivindica o espaço que pertencia às pessoas e foi usurpado pelo automóvel.

A bicicletada reivindica o respeito pelas diferenças e pela vida humana.

A bicicletada reivindica o convívio pacífico e harmonioso no trânsito.

A bicicletada reivindica o resgate da mobilidade inteligente, rápida e democrática.

A bicicletada reivindica um planejamento urbano que priorize a mobilidade – e não o carro.

A bicicletada reivindica, enfim, uma cidade mais humana.

 

 O que nós queremos, afinal?

O que temos e o que queremos (desenho de Andy Singer)

 

Mesmo que seja doloroso para alguns, tudo isso só é possível com o fim da ditadura do automóvel.