Na esquina da Engenheiro Rebouças com a João Negrão, as obras da Igreja Universal ocupam, por bem dizer, metade da ciclovia. Os tapumes colocados de maneira ilícita e desrespeitosa atrapalham a circulação de pedestres e bicicletas no local.
Fotos enviadas pelo colega Luiz Chagas, que entrou com o pedido de fiscalização 000156888i na prefeitura.
O Fantástico do último domingo mediu o desrespeito ao pedestre em quatro grandes capitais brasileiras. O resultado, como era de se esperar, não é nada animador.
Destaque para a fala do careca da CET, no final, que tenta empurrar a culpa… para o pedestre (!!!).
(clique na imagem para assistir)
Justamente na semana em que dois idosos são covardemente atropelados em Curitiba…
Nas últimas semanas tem se observado algumas reformas tímidas em trechos das ciclovias em Curitiba:
Trechos irregulares e/ou destruídos por raízes de árvores estão recebendo uma camada nova
Alguns desníveis e guias com “degraus” estão ficando um pouco mais nivelados
Ciclovia recapeada. Repare o caminho alternativo para evitar as antigas rachaduras.
Já não era sem tempo de começarem a olhar para as vias para ciclistas. Medidas como essa precisam ser mais abrangentes para tornar mais fluido o tráfego de bicicletas. Isso vai trazer uma consequência inevitável o aumento da velocidade nas ciclovias. O que nos remete a algumas outras questões:
Ciclovias compartilhadas
É preciso mais espaço para abrigar o fluxo de pedestres e ciclistas. As calçadas são muitas vezes impraticáveis tornando a ciclovia o único espaço para circulação de não-motorizados.
Preferência nos cruzamentos
O tratamento das intersecções é praticamente nulo. Sem sinalização, pedestres e ciclistas têm que se arriscar entre um sinal e outro para conseguir atravessar avenidas como a Visconde de Guarapuava e a Marechal Deodoro.
A mesma ciclovia, alguns metros adiante, segue precisando de reformas. Novamente a presença do caminho alternativo.
É preciso criar condições seguras não apenas com semáforos específicos que geralmente tem um tempo extremamente reduzido para quem não está de carro. Mas criando rotas mais diretas para não-motorizados e restrigindo/reduzindo o acesso/velocidade de carros e motos.
Tomara que essas pequenas melhorias observadas sejam apenas o prenúncio de um verdadeiro avanço na mobilidade sustentável em Curitiba.
Você conhece mais alguma melhoria? O que você considera mais prioritário daqui pra frente?
No dia 06 de agosto de 2008, o Ilmo. Sr. Vereador Jorge Bernardi propôs a implantação de estacionamentos para carros dos dois lados da Rua Jaime Reis. Usando como justificativa a feira do Largo da Ordem que ocorre aos domingos.
Para refletir:
Essa rua passa na lateral da feira onde há um grande fluxo de pedestres. O ideal não seria implantar e sim retirar os estacionamentos, além de proibir o tráfego de veículos motorizados por essa rua. Tornando assim o lugar mais agradável para a circulação de pessoas que já está se tornando insuficiente, tendo mais espaço e segurança, menos poluição e barulho.
Se os feirantes têm dificuldade de estacionamento porque não reservar vagas já existentes um pouco mais afastadas onde não precisem passar no meio da feira?
Melhor ainda porque não criar um acesso mais livre para pedestres e transporte não-motorizado, incentivando dessa forma alternativas sustentáveis?
Se a justificativa é a feira que ocorre apenas aos domingos, por que a proposta não especifica os horários a serem liberados para estacionamento?
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