Você está no arquivo de ônibus.

Curitiba é a capital que mais perdeu passageiros de ônibus

21 de junho de 2011 em Notícia, Transporte Público

O Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK) da região metropolitana de Cu­ri­tiba (RMC) caiu 21% na última década, a maior queda entre as dez capitais brasileiras monitoradas, de acordo com dados da Fundação de Instituto de Pesquisas Econô­micas (Fipe) e da Confederação Nacional do Trans­porte (CNT). O IPK é o resultado da divisão do número mensal de passageiros equivalentes (total de usuários, descontadas as gratuidades) do transporte coletivo pela quilometragem mensal.

[...]

Para o economista Lafaiete Neves, autor do livro Movimento Popular e Transporte Coletivo em Curitiba, é o preço da tarifa que afasta os passageiros e diminui o IPK . “O que temos aqui são oligopólios: poucas empresas ofertando o serviço. Como agem em forma de cartel, empresários preferem elevar as tarifas à medida que perdem passageiros, mantendo os lucros altos”, afirma. “O poder público até regula, mas não controla os custos do sistema. Com isso, milhares de usuários são penalizados com uma elevada tarifa e um serviço sem qualidade.”

Fonte: Gazeta do Povo

CARTA ABERTA DO MOVIMENTO PASSE LIVRE À POPULAÇÃO DE CURITIBA

2 de junho de 2010 em Políticas Públicas, Sociedade do automóvel, Transporte Público

O Movimento Passe Livre no dia 1º de Junho de 2010 acompanhou a votação do pedido da câmara à URBS para esclarecimento do processo licitatório do transporte coletivo que há dois meses não divulga os valores da mesma. Feito o ato para pressionar os vereadores da situação a fim de cobrar uma posição da URBS, fomos derrotados. Os vereadores “enrolaram” até que a sessão chegasse ao final sem que fosse votado o pedido.

Mais uma vez entendemos essa atitude dos vereadores da bancada da situação como mantenedores do lucro injusto das três famílias usurpadoras que sugam os trabalhadores através da tarifa imoral compulsória que vem taxando-nos. Servem como soldados da oligarquia empresarial contra o povo. Povo esse que elegem para câmara os vereadores que teoricamente defenderiam os interesses populares e não interesses de uma quadrilha instaurada no fulcro da administração municipal, como temos visto.

É um verdadeiro golpe à democracia o que assistimos nesse dia 1º de Junho de 2010, onde um simples pedido de divulgação do resultado da licitação do transporte coletivo é negado à população de Curitiba sem qualquer argumento.

Isso reforça, novamente, o poder que essa quadrilha tem dentro dos três poderes. São negados os direitos dos cidadãos em saber sobre os processos licitatórios da cidade em que vive.

É com muita lástima que o Movimento Passe Livre enxerga o processo fraudulento da licitação do transporte coletivo em Curitiba; os empresários que enriquecem de modo escuso e também seus coadjuvantes vereadores, deputados e correligionários entrelaçados como vermes nas entranhas do Estado.

Movimento Passe Livre, 2 de Junho de 2010.

Nem gado merece

6 de outubro de 2009 em Charges, Sociedade do automóvel

1x1.trans Nem gado merece

by Pinduca

URBS paga por aumento de R$2,20

12 de junho de 2009 em Municipalities

A queda no número de passageiros dos ônibus da capital está fazendo com que o sistema de transporte coletivo de Curitiba opere no vermelho. Desde o início do ano, quando a prefeitura aumentou o preço da tarifa de R$ 1,90 para R$ 2,20 de uma só tacada, depois de cinco anos sem reajuste, a média de passageiros diminuiu em mais de 600 mil pessoas por mês. Em quatro meses, de janeiro a abril, isso significou 2,6 milhões de passagens a menos.

Como resultado, a Urbs precisou usar metade do Imposto sobre Serviços (ISS) pago pelas operadoras do sistema e jogar no próprio pagamento das despesas de transporte – em vez de encaminhar para o tesouro municipal, como normalmente ocorre. De janeiro a abril, o subsídio levou a uma injeção de R$ 4 milhões no sistema de transporte. Mas nem isso resolveu o problema – e a partir daí, a Urbs passou a atrasar o pagamento feito às 10 empresas que põem os ônibus para circular na cidade.

[...]

Fonte: Gazeta do Povo

A atitude estratégica de aumento da tarifa de ônibus pela prefeitura no início do ano parece estar agora se virando contra ela. Frente à grandiosos projetos de reforma de terminais e implantação de novos e maiores ônibus, a URBS tem acumulado dívidas e dívidas devido à falta de passageiros.

Com certeza essa diminuição teve repercussão nas bicicletas da capital. Alguém mais tem a impressão de que tem muito mais gente andando de bicicleta agora do que no ano passado?

Conscientizando motoristas de ônibus

10 de junho de 2009 em Educação no Trânsito, Políticas Públicas

O André Pasqualini, espantado com as estatísticas de acidentes fatais envolvendo ciclistas de 2006 em Sampa, resolveu agir para mudar uma situação. Sabendo que das 84 mortes, 28 envolveram ônibus, ao final de 2007 buscou contatos na Secretaria do Verde para realizar um trabalho de educação que reduzisse estes números. E após uma longa maratona de reuniões, discussões e troca de emails, conseguiram chegar num formato cuja implementação teve seu primeiro passo dado no último 07 de junho de 2009. Cerca de 80 multiplicadores compareceram a uma palestra no Umapaz, que fica dentro do Parque do Ibirapuera. A idéia era que fosse pelo menos um de cada garagem da cidade. Então agora esses multiplicadores repassarão a mesma palestra a todos os motoristas e cobradores de ônibus e cada motorista receberá um panfleto com informações resumidas contidas nessa apresentação.

Todo o material utilizado na palestra está disponível para consulta através desse link > www.ciclobr.com.br/palestra. O André se dispõe a cede-lo gratuitamente a quem quiser proferir palestras a motoristas de ônibus em sua região e até auxiliar em algumas alterações, adequando a uma situação local. E é aqui eu levanto minha mão o/ ! Já escrevi a ele pedindo o material e postei uma thread no Fórum com o intuito de me juntar a mais pessoas que sei terem interesse em participar desse tipo de companha de conscientização. Pessoas que, como eu e ele, também acreditam que educação é chave para mudar o mundo.

Foto de Gunnar

por Gunnar

II Desafio Intermodal de Curitiba

9 de maio de 2008 em Encontros

1x1.trans II Desafio Intermodal de Curitiba

 

 

Quem é mais rápido?

Quem polui menos?

Quem se estressa mais?

 

A sorte está lançada.  Ajude a divulgar!

 

Primeiro Desafio Intermodal de Curitiba (2007) – relato no Meandros

Passe Livre Já!!

21 de abril de 2008 em Sem categoria

Nota contra as falácias da Prefeitura e de seus aliados

 

Desde a década de 80 as únicas melhorias, do ponto de vista social, que o transporte sofreu foram frutos de mobilizações populares. Os terminais, a criação da URBS, a frota pública. No entanto, muitas dessas conquistas se perderam no tempo e no esvaziamento da política.

 

Hoje os atores sociais que emergem ao primeiro plano são estudantes das mais variadas origens. Reclamam gratuidade para que possam estudar, usufruir de cinemas, teatros, do centro da cidade etc. Em suma, querem que o transporte se torne uma ferramenta de mobilidade social e não mais de mera mobilidade de capital na forma de mão-de-obra. Nesse sentido, sua luta vai contra a lógica do lucro instalada em um serviço essencial para toda e qualquer cidade.

 

Mesmo órgãos governamentais sérios, como o IBGE, reconhecendo que o transporte é o terceiro ou, em casos de famílias com mais filhos, o segundo maior gasto das famílias brasileiras, os tecnocratas, conhecedores da burocracia do Estado e preocupados em salvaguardar privilégios históricos, conseguem apenas dizer que o Passe Livre Estudantil encareceria a tarifa, aumentando a passagem dos demais usuários.

 

Aos movimentos populares cabe reivindicar e aos gestores públicos cabe buscar maneiras de contemplar essas reivindicações. Afinal, é por isso que trabalham e são pagos com dinheiro público. De qualquer maneira, os estudantes são capazes de apontar maneiras suficientemente viáveis para custear o direito à cidade.

 

O Passe Livre Estudantil pode ser financiado por uma maior tributação de IPTU em mansões de luxo e em grandes estabelecimentos comerciais (shoppings e hiper-mercados de nível nacional e internacional, por exemplo). Uma política assim permitiria uma maior distribuição de renda – aqueles que têm mais e que utilizam espaço curitibano para aumentar seus dividendos pagariam pela locomoção de parcelas importantes da população – e seria justa na medida em que um transporte mais barato ou gratuito privilegia o comércio e, portanto, quem pagaria pela gratuidade seria beneficiado de maneira indireta – esse é o mesmo raciocínio que gerou a política, na década de 80, do vale-transporte aos trabalhadores. Dessa maneira, é possível estabelecer fontes alternativas para garantir o Passe Livre. Além disso, teria de ser feita uma auditoria sobre as contas do transporte e reavaliada toda a planilha de custos, nunca divulgada e antidemocrática e anti-republicana por excelência, para saber qual é o lucro das empresas e quanto os cidadãos pagam a mais. É muito claro que os principais responsáveis pelo alto preço do transporte sejam os empresários.

 

Desse modo, estaria se dando um passo importante na desmercantilização do transporte coletivo. Vale a lembrança do programa tarifa-zero, implementado em algumas regiões de São Paulo em 1991: o Estado tributando setores privilegiados para permitir a mobilidade urbana com tarifa-zero e com uma grande qualidade para toda a população.

 

Por fim, as melhoras institucionais, quaisquer que sejam elas, historicamente foram construídas à base de muita luta política e na busca de um horizonte de justiça social. Hoje, pois, é isso que os estudantes estão fazendo e buscando e por isso que estamos ao lado deles.

 

Movimento Passe Livre Curitiba, 16 de abril de 2008

mplcuritiba@riseup.net

http://fureotubo.blogspot.com/

Foto de Gunnar

por Gunnar

A controvérsia das canaletas

19 de março de 2008 em Direitos do Ciclista, Políticas Públicas

1x1.trans A controvérsia das canaletas

Cena comum em Curitiba. Foto roubada do site Ônibus de Curitiba.

Quase todo ciclista de Curitiba já usou ou usa diariamente a canaleta exclusiva para ônibus expressos biarticulados (vulgo “vermelhão”) para fazer seus deslocamentos.

Via de regra, as canaletas têm o asfalto mais liso e o tráfego mais calmo e previsível do que as ruas marginais, e acabam funcionando como uma excelente “via rápida” para atravessar a cidade, sem precisar parar a cada quadra ou fazer trajetos tortuosos.

Mas quem pedala nessas vias sabe que não é tão simples. Cada vez mais ônibus em circulação, presença de viaturas de polícia, carros de bombeiro e ambulâncias apressadas, além dos pedestres distraídos e motoqueiros cortando caminho, tornam a pedalada uma verdadeira aventura de sobrevivência. Há também cada vez mais ciclistas, muitos deles despreparados para o caótico trânsito urbano e sem equipamento de segurança.

Atropelamentos são comuns.

É fato: por lei, a circulação de bicicletas nas canaletas é proibida. MAS, é fato também que, por lei, a circulação de bicicletas deve ser prevista no planejamento urbano. E o ciclista prefere infringir a lei a se expôr aos perigos de dividir a rua com buracos e motoristas insensíveis.

Enquanto isso, atritos entre motoristas de ônibus e ciclistas se tornam cada vez mais inevitáveis e corriqueiros, e a briga continua.

Quem está do outro lado do pára-brisa também reclama.

Cadê minha ciclofaixa?

Rodafixa fala sobre canaleta

Relato do Peters