Para o dia mundial sem carro, um pessoal resolveu intervir de forma criativa nos semáforos de Curitiba, colando adesivos com uma bicicleta branca no sinal verde dos semáforos da cidade. Confira o vídeo.
A prefeitura, porém, agiu rápido na criminalização da intervenção:
A Polícia Militar investiga quem está colando adesivos pretos com uma bicicleta branca em alguns semáforos de Curitiba. A URBS solicitou a ajuda da polícia para identificar esse grupo, que está agindo em algumas regiões da cidade. Os agentes da empresa estão em ação para retirar os adesivos. Há registros do adesivo no Centro, no Bom Retiro, no São Lourenço, no Portão, na Vila Izabel, no Campina do Siqueira e no Boa Vista. [...]
Base 1 Brasil, com os parabéns ao Jops pelo aniversário de casamento nesta primavera! Muito romantismo no blog! E tem outros links para blogs de ciclistas que estiveram por lá.
Bicicleteiros, sempre presentes dando show nas fotos!
Além de todas as atividades apresentadas na primeira parte sobre o Mês da Bicicleta, houve uma programação especial para o dia mundial sem carro e mais a tradicional bicicletada no fim do mês
Dia Sem Carro – 22 de setembro
Logo pela manhã foi instalada uma Vaga Viva na Rua XV de Novembro (altura da Praça Santos Andrade) a partir das 10:00 da manhã.
No começo da tarde ela mudou de endereço ficando na rua em frente ao Auditório da Progepe na Rua Dr. Faivre onde houve uma conversa com os candidatos à prefeitura de Curitiba sobre a inserção da bicicleta na cidade.
Candidatos
Também no dia 22, após o almoço, as lixeiras ganharam vida.
Finalmente, após o debate com os prefeitáveis, a Vaga Viva fez sua última peregrinação para Rua Amintas de Barros onde começaria a Marcha das bicicletas no dia mundial sem carro. Mais de 300 ciclistas tomaram as ruas do centro de Curitiba no horário do “rush”. A pedalada começou às 18:45 e durou aproximadamente uma hora e meia.
Bicicletada de setembro
Chegando ao final do mês estavam todos cansados mas bastante felizes com o resultado obtido com o mês da bicicleta. Apesar de não ter sido tão bem divulgado quanto poderia, conseguimos despertar bastante reflexões e atrair um público interessado e participativo.
Mas ainda tínhamos a nossa tradicional pedalada mensal. A grande surpresa do dia foi a inauguração oficial do bicicletário no Museu Oscar Niemeyer. Veja o relato mais detalhado da bicicletada de setembro.
Nós tínhamos várias boas idéias para o Dia Mundial Sem Carro em Curitiba. Contudo, era impossível realizar um evento de grandes proporções sem o apoio logístico e financeiro dos órgãos municipais. Seria preciso autorização para fechar as ruas, disponibilizar mais ônibus, uma equipe para organizar atividades, shows, brincadeiras, contratar músicos, artistas e comerciantes e finalmente produzir material impresso de conscientização e divulgar o evento sistematicamente por toda a cidade.
Infelizmente, nós percebemos muito cedo que não havia o menor interesse do poder público em realizar eventos relacionados ao Dia Mundial Sem Carro, assim como nos anos anteriores. Por isso ficou decidido que seriam promovidas várias pequenas atividades no lugar de um único grande evento.
Após expor a idéia para grupos e indivíduos simpatizantes da mobilidade sustentável em Curitiba, o princípio para realização de toda e qualquer atividade era simples: “Quem quer que surgisse com uma idéia seria responsável em pô-la em prática.”
Como surgiram várias atividades foi criado um blog para poder definir uma programação, facilitando a divulgação e a articulação de cada uma delas. A divulgação ficou a cargo de todos os envolvidos que informaram sua comunidade local. No começo do mês já estava praticamente definido tudo que seria realizado e existiam basicamente dois tipos de eventos: semanais e pontuais
Mistura Brava (algumas fotos do grupo que toca músicas próprias mas também executa Egberto Gismonti) e Anomalia Antipoluição (link para o perfil do grupo no Myspaces).
Pontuais
Dia 14: Jardins Transportáveis
A artista Leila Pugnaloni coordena a ação-caminhada.
Dia 16: Exposição Fotográfica
Abertura da exposição “Menos Gasolina, Mais Adrenalina” no Café Zau do Juvevê. Fotos do cotidiano do ciclista e da cidade.
Dia 17: Cicloturismo Urbano até o Cachimba
Você sabe quanto lixo você produz e qual é o destino que é dado a ele? Junte seu lixo e venha levá-lo pessoalmente ao aterro sanitário.
Dia 20: Ciclodia
Feira de modelos: carga, trike, mini etc...
Show para os ciclistas
Passeio ciclístico do Praça Santos Andrade ao Centro Politécnico. E mais atrações na chegada: sorteio de brindes, show musical e feira de novidades.
Por meio desta carta a BICICLETADA de Curitiba, movimento livre, sem líderes e que tem como objetivo a conscientização sobre o uso da bicicleta como meio de transporte, vem até o senhor lembrar que temos ainda 2 meses até a data do DIA MUNDIAL SEM CARRO, que ocorrerá em muitas cidades do mundo no dia 22 de setembro.
Queremos que o poder público tome atitudes para a realização efetiva desta data. Que haja um profundo debate na sociedade sobre o uso do carro, que questionemos a ausência de um plano proativo que insira a bicicleta no cotidiano dos cidadãos curitibanos. Mais do que isso, exigimos que a municipalidade tome iniciativas práticas, pois diariamente milhares de ciclistas estão expondo suas vidas, com risco de morte, por falta de espaços preferenciais para o uso das bicicletas. Precisamos diminuir a quantidade absurda, imoral e indecente, de carros que transitam pela cidade, provocando acidentes, matando e mutilando inocentes, poluindo o ar que respiramos, destruindo o silêncio e ocupando o espaço público. Lembramos que o carro é um bem individual que ocupa o espaço de todos. Por que temos que dar prioridade a ele no planejamento urbanístico da cidade? O carro precisa de restrições. A data do DIA MUNDIAL SEM CARRO é um símbolo para mostrarmos que é possível uma cidade diferente, um urbanismo diferente.
A prefeitura de Curitiba pode se espelhar em inúmeras cidades que estão levando a bicicleta a sério e fazer desta data uma celebração deste novo paradigma, que deve ser estabelecido o quanto antes, pois o velho paradigma, o cenário que ainda presenciamos e vivemos, está com os dias contados. Lembramos ainda, ao senhor, que o programa BICICLETA BRASIL do Ministério das Cidades já existe há alguns anos, que existe verba disponível para projetos que estimulem o uso das bicicletas.
O que a prefeitura deve fazer:
·Estabelecer permanentemente a data do 22 de setembro no calendário oficial como o DIA MUNDIAL SEM CARRO
·Fazer uma revitalização de toda a malha cicloviária, com novas sinalizações, e, o que é muito importante, instalar sinaleiros preferenciais para os ciclistas nas áreas de cruzamento com os carros e suavizar as transições que existem entre ciclovias e ruas.
·Fechar várias ruas do centro para o trânsito de automóveis individuais, propor que as pessoas realmente deixem o carro em casa, pelo menos neste dia
·Para que isto aconteça fazer com que o uso do transporte coletivo seja gratuito a todos no dia 22 de setembro
·Criar uma campanha educativa para desestimular o uso do carro e educar os motoristas a respeitarem a bicicleta; espalhar faixas com dizeres sobre o uso da bicicleta, distribuir folhetos sobre o assunto
·Criar ciclofaixas no centro da cidade, para estimular o uso da bike. Hoje em dia as pessoas hesitam em adotar este meio de transporte por causa da insegurança, pelo medo de transitar em ruas apilhadas de carros, conduzidos por motoristas que não sabem que o lugar da bicicleta é na rua, não na calçada, conforme o próprio Código de Trânsito Brasileiro
·Criar parcerias com entidades e movimentos pro-bike, tais como a própria Bicicletada, a ONG Ciclovida, Mobilciclo, Universidades, federações de ciclismo, etc.
Enfim, estamos dispostos a trabalhar em conjunto com a prefeitura para efetivar esta data. Curitiba possui excelentes técnicos em mobilidade não motorizada que já nos garantiram que podemos mudar o cenário atual. Basta boa vontade. O custo de inserir a bicicleta é irrisório perto das quantias exorbitantes que o planejamento automobilístico exige.
Contamos com seu bom senso e empatia nesta importante questão. Uma capital verdadeiramente ecológica é aquela que prioriza meios de transporte ambientalmente corretos, que favorecem o diálogo e o contato com a cidade.
E para lembrar as promessas feitas em nossa audiência com o senhor no ano passado:
Os bicicletários e paraciclos nos espaços da Fundação Cultural ainda estão ausentes.
Comentários