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Ato às 8h na inauguração da “Ciclofaixa”: Por Uma Ciclofaixa de Verdade!

22 de outubro de 2011 em Bicicleta, Massa Crítica, Políticas Públicas

Neste domingo o prefeito Luciano Ducci estará presente em evento de inauguração da “ciclofaixa”, às 8h na esquina da Rua XV com a Mariano Torres. Como a Bicicletada Extra será somente às 10h, estamos convocando uma espécie de “pré-ato” para marcar presença nesta inauguração e deixar ainda mais claro o nosso descontentamento com o projeto.

1x1.trans Ato às 8h na inauguração da Ciclofaixa: Por Uma Ciclofaixa de Verdade!

Convidamos todos para comparecer e se expressar. Use sua criatividade, venha com nariz de palhaço e muitas palavras de ordem! Atenção: A Bicicletada ocorrerá normalmente às 10h!

Concentração às 7h30 no pátio da Reitoria da UFPR!

Bicicletada Extra 23/10: Por Uma Ciclofaixa de Verdade!

19 de outubro de 2011 em Bicicleta, Encontros, Eventos, Massa Crítica, Mobilidade, Políticas Públicas

1x1.trans Bicicletada Extra 23/10: Por Uma Ciclofaixa de Verdade!

Enfim, após anos de Bicicletada reivindicando investimento em estrutura para a mobilidade urbana, é com muita insatisfação que recebemos a primeira proposta do poder público para a Bicicleta.

1x1.trans Bicicletada Extra 23/10: Por Uma Ciclofaixa de Verdade!A nova ciclofaixa que será inaugurada no próximo dia 23/10 possui 4 km de extensão, não tem um plano de metas apresentado em seu projeto de expansão, trata-se de um circuito fechado no centro da cidade, e o pior: funcionará somente uma vez por mês.

Lembramos que as ciclovias de Curitiba possuem um papel recreativo, e não interligam os pontos de grande trânsito da cidade, além de se encontrarem em péssimo estado de conservação.

Com isso, a atual estrutura cicloviária (esta ciclofaixa mais as ciclovias) não favorece substancialmente um projeto de mobilidade urbana sustentável, que venha a fazer com que as pessoas definitivamente usem a bicicleta no cotidiano para se locomover de modo geral nas atividades do dia a dia.

Por este motivo chamamos esta Bicicletada Extra concomitante à inauguração da ciclofaixa. Queremos mostrar que é preciso muito mais investimento e dinamismo para fazer com que a cultura da bicicleta dê mesmo certo em Curitiba.

Compareça! Venha participar deste protesto pacífico com muito bom humor! Venha de bicicleta ou qualquer outro meio de transporte não motorizado. Vamos mostrar que estamos de olho no que a prefeitura anda fazendo!

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Bairros mais afastados são mais perigosos para ciclistas

9 de outubro de 2011 em Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Notícia, Sociedade do automóvel

Apesar de parecer mais perigosa para os ciclistas, a região central de Curitiba não é a que apresenta mais riscos para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. De acordo com informações do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), a maioria dos acidentes envolvendo bicicletas acontece nos bairros mais afastados do centro. Boqueirão, Cidade Industrial, Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba, Portão e Bairro Alto são alguns dos bairros citados pelo comandante do BPTran, o coronel Loemir Matos de Souza, como locais de incidências desse tipo de ocorrência.

Para ele, a explicação para os acidentes acontecerem em maior quantidade nos bairros afastados seria a inexistência de ciclovias ou ciclofaixas nesses locais. “‘Muitas ocorrências com ciclistas acontecem em esquinas, mas nessas regiões é por falta de ciclovias mesmo”, comenta. Ele ainda admite que outros fatores, como falta de iluminação ou de sinalização, podem contribuir para que ainda mais acidentes ocorram. [...]

Ciclofaixas

Neste ano, a malha deve ser ampliada somente em 18 quilômetros, com as obras das ruas Fredolin Wolf, Toaldo Túlio, Eduardo Pinto da Rocha e Marechal Floriano – somente nesta última haverá implantação de ciclofaixas, as outras terão ciclovias. Com essas intervenções, os bairros contemplados serão Pilarzinho, São João, Santa Felicidade, Orleans, São Brás, Umbará, Alto Boqueirão, Boqueirão e Xaxim. Para 2012, a principal obra prevista é a de implantação de dez quilômetros de ciclofaixas na Avenida Comendador Franco (das Torres).Site indica rotas mais seguras

Conceito

Já o secretário da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu) e integrante do movimento Bicicletada, Luis Claudio Brito Patrício, acredita que as ciclovias não são a solução definitiva para o problema. “O ideal seria adotarmos o conceito de ‘traffic calming’, pensando em alternativas para que todas as vias permitam a utilização da bicicleta, com planejamento a longo prazo. Seria ótimo termos vias com velocidade reduzida ou com volume menor de carros, mas em Curitiba, com a criação dos binários, acontece o processo inverso”, opina. Para ele, a cidade tem que ser “mais amigável com as bicicletas”, apesar de apenas 5% da população usar esse meio de transporte. (ACB)

Redução dos acidentes é contestada

Apesar da constante preocupação dos ciclistas, o número de acidentes envolvendo bicicletas tem diminuído em Curitiba. Dados do BPTran apontam que, houve uma redução de 56% no primeiro semestre de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010. No ano passado, foram registrados 148 acidentes nos primeiros seis meses do ano, número que caiu para 64 neste ano. Nos períodos analisados, também houve diminuição na quantidade de feridos – de 138 para 63 – e óbitos no local – de sete para zero.

No entanto, Patrício contesta os dados do BPTran. Segundo o secretário do Cicloiguaçu, “quaisquer balanços seriam imprecisos, pois menos de 10% dos ciclistas registram as ocorrências”. Para ele, isso acontece porque motoristas envolvidos nesse tipo de acidente “não têm necessidade de ligar para a polícia porque não há danos e, portanto, não recebem benefício de seguro”.

Além disso, ele aponta outro fator que influencia as estatísticas. “O próprio ciclista fica muito abalado com o acidente e, como as pessoas normalmente têm uma postura de ajudar ou consertar a bicicleta, eles não registram. Mas é preciso que eles tenham consciência de que precisam fazer o registro para entrar nas estatísticas, pois só assim podemos cobrar políticas públicas”.

Para evitar que os acidentes com ciclistas aconteçam, Matos de Souza dá algumas dicas. “É preciso usar os equipamentos de proteção, andar pelo lado direito da via e obedecer às normas de circulação, como o respeito aos semáforos e às preferenciais. Além disso, utilizar aquela velha regra que diz que deve-se ver e ser visto, ainda mais porque a bicicleta é um veículo pequeno, que pode acabar ficando em pontos cegos”, sugere.

Fonte: Paraná Online

Intervenções urbanas

24 de janeiro de 2010 em Arte, Humor, Retomada das Ruas

E no último dessa série, talvez o  mais irreverente, próximo ao Teatro Guaira, [os participantes do coletivo PELOSPUBLICOS] fazem uma intervenção em uma faixa de pedestres, em um trecho onde algumas faixas não existiam. Com tinta vermelha pintam as três faixas que faltavam na rua e continuam a faixa de pedestres na calçada e no muro. Na visão dos pedestres, o final da faixa é vermelho e seu caminho continua pela calçada até o muro. Um trabalho tão irreverente que foi parado pela policia que riu da história e continuou seu caminho (Fig. 24).*

1x1.trans Intervenções urbanas

Fig. 24 – Intervenção Urbana em faixa de pedestres. PELOSPUBLICOS, 2004 – Foto: Acervo do Grupo.

É, parece que naquele tempo a polícia tinha mais bom humor e compreensão.  Não tinha encomenda de alguma autoridade da hora no poder e, por seu próprio julgamento, não precisava levar nenhum escolhido à esmo à delegacia para lavrar infração forçadamente enquadrada como crime ambiental.
__________
*Antoceveiz, Juliano de Paula. ARTE MARGINAL - A ARTE FORA DOS EIXOS. Monografia apresentada à Escola de Música e Bela Artes do Paraná como requisito parcial à obtenção de título de Especialista em História da Arte do Século XX. Orientador Prof. Alberto Ireneu Puppi. Curitiba, 2005. p. 25 e 30 (foto).
Foto de Gunnar

por Gunnar

ciclofaixa pirata em NY

9 de dezembro de 2009 em Automobile Society, Direitos do Ciclista, English, Planeta Bicicletada, Reclaim the Streets, Retomada das Ruas, Sociedade do automóvel, Vídeos

Mais informações aqui.

Via Prolly.

Ainda sobre a multa da Ciclofaixa . . .

16 de novembro de 2009 em Planeta Bicicletada

1x1.trans Ainda sobre a multa da Ciclofaixa . . .

Amigos,

que a prefeitura de Curitiba não está nem aí para a bicicleta não é algo novo. É notícia reforçada a cada semana. Só pra dar um exemplo na semana passada o prefeito apresentou o projeto de reformas da Av. Cândido de Abreu. Pra variar, nada pra bicicleta. A notícia é esta: http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=17921&Avenida-C%c3%a2ndido-de-Abreu-ter%c3%a1-%c3%b4nibus-Ligeir%c3%a3o-e-cal%c3%a7ad%c3%a3o-para-pedestres

A lei orçamentária que será votada no início de dezembro não prevê um tostão para ciclofaixas! Ligar para o 156 funciona? Se o que eles chamam de democracia é ficar apertando botõezinhos pode ser. A sugestão é pressionar os vereadores para que insiram $$$ para as ciclofaixas. A pressão é agora.

Democracia e demagogia se confundem na política destes sujeitos. E a bicicleta é pra brincar, não é mesmo? É uma brincadeira pra jovens, estudantes, operários e todos aqueles que não precisam ´da agilidade´ do automóvel, como disse o prefeito no Dia Sem Carro deste ano.

Enfim, como se não bastasse tudo isto a multa da ciclofaixa, de acordo com a procuradoria, não será anistiada. O prefeito bem que gostaria, disseram eles, mas não pode abrir o precendente! Sabemos disso . . . faz quase 14 anos que o jovem Beto está mergulhado no poder municipal e bem que gostaria de fazer alguma coisa pra bicicleta. Ah, existe o Pedala Curitiba . . . um passeio nas noites de quinta . . . que coisa bonita! Estímulos pra a bicicleta como meio de transporte são inexistentes. Campanhas de educação e respeito ao pedestre e a bicicleta idem. Ciclofaixas, só as piratas mesmo!

Vamos coletar este dinheiro da multa de forma coletiva e pública. Contamos com a participação de todos. Não queremos que apenas uma pessoa ou instituição monopolize esta coleta e estamos aceitando doações de R$5 a R$300. As colaborações podem ser feitas no Govardhana Yogashala (Rua Augusto Stresser, 207) no horário comercial, ou através de depósito bancário (Banco do Brasil – CC. 39812-8 / Ag. 0009-4).

As três multas somadas chegam a quase R$3000. A dívida ativa rende mais que a poupança! Só com este valor daria pra fazer 300 metros de ciclofaixa. Se contar os honorários dos procuradores que negaram os nossos dois recursos, afirmando que o que fizemos foi sim um ato de pichação e vandalismo, dariam alguns kilometros a mais de ciclofaixa na ´capital dos patrícios´.

O dinheiro arrecadado será depositado em juízo e uma ação judicial será iniciada contra a prefeitura de Curitiba por danos morais e omissão e desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro, que afirma que é obrigação das autoridades municipais instituir a estrutura cicloviária da cidade.

Quem fizer a colaboração através de depósito mande o nome completo, RG e valor depositado ao e-mail abaixo.

Colabore, divulgue e pressione!

O poder é nosso!

Coletivo Interluxartelivre (coletivointerlux@gmail.com)

Reunião Com a Prefeitura Sobre a Ciclofaixa

3 de novembro de 2009 em Sem categoria

Reuniao FoMUS + CICLOATIVISTAS com Secretaria Municipal de Governo de Curitiba

3 de novembro de 2009.

Presentes:

Secretario Ruy Hara

Arquiteta Maria (IPPUC)

Advogada PMC Dra Rosa

Antonio Carlos Belotto

Goura Nataraj

Fernando Rosenbaum

Roberto Ghidini

Antonio Miranda

Maurício

A ata da reunião ficou assim formalizada:

Miranda apresenta uma síntese da reunião:

1) A bicicletada irá consultar a secretaria de urbanismo sobre a possibilidade da elaboração de um “pedágio” para arrecadar fundos para pagamento da multa. – Fica considerado que o termo “pedágio” é impróprio (arq. Maria);

2) Apresentar proposta da UFPR e publicitá-las;

3) Estudar sugestões de ações pela municipalidade com a criação de um departamento ou divisão municipal para cuidar da mobilidade não motorizada,

4) Sugestão de espaços para criação de infra-estruturas cicloviárias em locais disponíveis e em locais necessários da cidade.

Detalhes da conversação ao longo da reunião:

Após uma rápida apresentação dos presentes, a pauta previa a discussão da questão da multa imposta pela Prefeitura aos “ativistas” da bicicletada. Houve uma explanação geral sobre as propostas do município e em seguida o Belotto, propôs um pacto entre a PMC em relação à multa emitida contra os ativistas (Goura, Fernando e…). Goura falou sobre a anistia da multa em função de uma atitude de manifestação em favor da mobilidade e sendo assim um ato político em favor de um plano cicloviário e não uma pichação.

O secretário (Hara) disse da vontade do prefeito em anistiar a multa, mas que não existe mecanismo legal para tal. Perguntado por mim (Ghidini) se dependeria do legislativo, a Dra Rosa disse que sim, mas que não seria retroativo ao caso. Citaram o caso de uma anistia concedida pelo anterior prefeito (Cássio) e que o MP está cobrando a ilegalidade da medida.

Goura alega que não houve uma violação ao código de trânsito e sim uma medida em favor do cumprimento do mesmo quando havia uma omissão e que nunca houve a proposta de nenhuma pena alternativa. A Dra. Rosa disse que a medida está dentro do princípio da legalidade. A arquiteta Maria disse que sendo um ato simbólico, deveria haver sido feito um pedido formal e com subseqüente autorização para o mesmo por parte do executivo sendo então daí possível a realização do mesmo.

O secretario Hara fala do gabarito necessário para implantar a ciclo-faixa e da inexistência das condições no local. Goura defende a situação e explica o que foi feito.

Maurício faz interpelação sobre a medida inicial sem haver um paliativo e a emissão sumária da multa. Cita-se danos ao patrimônio publico – Miranda cita Francis Bacon que diz “posto a causa posto o efeito retirada a causa retirado o efeito” e fala sobre dano ambiental com sua definição legal “dano ambiental é aquilo que gera uma inreversibilidade” – pelo que reza o código de trânsito, que a URBS ao receber a municipalização do trânsito, através de convenio firmado com o DENATRAN ficou responsável pela aplicação do código de trânsito e que até então, estava na ilegalidade em relação às placas de exclusividade para os ônibus segundo o código que era vigente desde 1966. Cita um pequeno acidente sofrido por ele vindo à reunião em bicicleta.

Digo (Ghidini) que em função da legislação vigente o ato foi caracterizado como vandalismo e que em função de existir uma postura “conivente” com a situação (calçadas péssimas e falta de segurança à bicicleta), que na verdade o ato falho é da municipalidade por não haver feito a faixa e quem deveria responder por crime seria a municipalidade.

Goura alega que não existe percepção por parte da prefeitura “que o ciclista que usa a bicicleta como meio de transporte não se sente dentro da preocupação da prefeitura” – eu acrescento que nem o pedestre tem essa percepção. Cita alguns casos pontuais.

Miranda fala que o problema é que o que se observa em Curitiba não existe projetos cicloviários porque os técnicos que fazem esses projetos por não serem usuários da bicicleta e não andarem a pé não tem a sensibilidade necessária e não sentem a angústia de certos pontos para o ciclista. Cita um caso na Av. Visconde de Guarapuava, onde a ciclovia acabou virando passeio compartilhado porque o “petit-pave” adjacente por ser incomodo foi abandonado pelo pedestre…

O secretário pede que avancemos e reitera o fato de não haver possibilidades e a inexistência de mecanismos legais (infelizmente). A seqüência para a “suspensão” da medida teria que tramitar no judiciário…

O Miranda pergunta sobre outras situações e Goura comenta que o Shopping Curitiba distorceu a faixa de travessia de pedestres. Goura pergunta se será necessário esperar mais 3 anos para mudanças…

O secretario avança ao segundo ponto a discussão do plano cicloviário de Curitiba. A arquiteta Maria fala que neste momento esta sendo definido o plano, porém sem definição até o momento das tipologias das vias e tão somente as diretrizes. Existe um projeto de remodelação da Av. Marechal Floriano com a inclusão de ciclo-faixa. Cita outras diretrizes incluídas no plano.

A discussão fica centrada na rede, nas questões da atual situação e das previsões de revitalização e excussão de novas vias para bicicletas. O secretario Hara enfatiza o interesse da prefeitura em investir neste modal (bicicleta) e que as propostas sempre serão bem vindas.

Perguntada por mim (Ghidini) sobre as calçadas e sobre a questão incoerência da atual legislação que impõe a responsabilidade ao proprietário. E que esta condição é tacitamente assumida por todos e que a legislação não condiz. Considerou-se também a execução e o padrão da calçada executada no entorno ao Paço Municipal, como sendo o aceitável.

Perguntado sobre a alteração da lei o secretario disse que deveria haver um projeto de lei partindo do executivo municipal, enviado ao legislativo. Que existe uma intenção do prefeito de revitalizar as ruas onde passam ônibus. Enfatizamos a questão da cidadania vinculada a essa situação, com uma superfície de rolamento aceitável e possível à circulação de uma cadeira de rodas por exemplo.

O Miranda fala na criação de uma “divisão” de uma secretaria que cuidasse dos transportes não motorizados (ciclovias, calçadas e acessibilidade). O secretário diz que existe a sensibilidade do prefeito nesse sentido, talvez vindo a ser um “departamento” para atender ao tema, mas que não existe a decisão tomado.

Cito (Ghidini) a necessidade da participação do terceiro setor junto ao poder municipal. Belotto cita o caso da universidade que tem apoio da reitoria para elaboração de um planejamento interno nos campus da UFPR para o uso de bicicletas, necessitando as conexões externas para que o pessoal possa chegar aos campus em bicicleta.

A arquiteta Maria fala que sim que o que havia sido anteriormente conversado está mantido – a discussão e a apresentação das idéias sobre a questão. Belotto cita que houve também a discussão com a PUC que também tem interesse em fazer essa mesma política, sendo as duas universades os maiores geradores de tráfego.

A apresentação deverá ser genérica com as diretrizes (idéia, propostas) apenas um mapeamento das necessidades das ligações. Deverá ser apresentada assim que se formalize a proposta. O Belotto propõe o envolvimento das demais universidades. Citamos considerar a integração com a linha de ônibus dos estudantes neste mesmo plano.

Miranda pergunta sobre a possibilidade de fazer um “pedágio” para arrecadar subsídios para pagar a multa: Terá que ser feito um pedido para fazer a atividade.

Belotto recoloca a questão sobre a existência então de “uma estratégia para pagar a multa, depositar em juízo e ter uma ação de reverso” e que o secretário demonstrou boa vontade para a execução de uma ciclofaixa como um ato simbólico. O secretário recoloca que irão estudar a questão. A arquiteta Maria, alerta da necessidade de fazer algo com bom senso e que seja pertinente.

Miranda reitera o fato de apresentar contribuições: – Menciona um caso na Rua Visconde de Nácar entre a André de Barros e a Av. Kennedy onde existe uma faixa de 1,5m a 1,8m que sobra no bordo da rua e que pode ser implantada uma ciclofaixa simples unidirecional, apenas com o custo da sinalização (pintura de faixa e uma taxa a cada 6 m).

Secretario coloca a elaboração de um evento para publicitar em torno aos campus da universidade a participação da “bicicletada” nesse sentido. Belotto fala da necessidade efetiva de políticas públicas. É citado o caso do Shopping Müller que tem uma colocação de cones e uma faixa pintada para acesso dos veículos ao estacionamento. Pergunta-se da existência de autorização para a situação. Ficou de verificar-se, em função da denuncia, que não havia necessidade de formalização.

Goura fala do entorno do estádio Couto Pereira que em dias de jogo existe centenas de desrespeito, que incomoda todos os moradores e não existem penalizações e que a ciclofaixa, executada em um bairro, foi objeto de multa. Que ficasse claro o ato político, porém jamais uma pichação.

Fica finalmente dito pelo secretario da necessidade de um pacto e de haver colaboração.

Falou-se também da necessidade de “bicicletários” em locais estratégicos como por exemplo em frente ao Circulo Militar (Café dos estudantes).

Falamos (Ghidini) sobre a criaçao do FoMUS (Fórum da Mobilidade Urbana Sustentável) em abril por proposta da Sociedad Peatonal e com a adesão de outras entidades (GTH, bicicletada, MPL, Ciclovida, etc.) e sobre os encaminhamentos doravante virem a ser feitos por meio deste fórum.

Agradecemos a acolhida e encerramos a reunião.

“Somos todos atores. E cidadão não é quem vive em sociedade mas aquele que a transforma.”

21 de outubro de 2009 em Planeta Bicicletada

Prefeitura insiste em multa a ciclistas

1x1.trans Somos todos atores. E cidadão não é quem vive em sociedade mas aquele que a transforma.1x1.trans Somos todos atores. E cidadão não é quem vive em sociedade mas aquele que a transforma.

Grupo pintou ciclofaixa na Avenida Augusto Stresser em 2007 e apelou ao prefeito Beto Richa pedindo anistia

Publicado em 21/10/2009 | Aline Peres (Gazeta do Povo)

A prefeitura de Curitiba vai insistir na multa a ciclistas que fizeram um protesto na Avenida Augusto Stresser em 2007. Na época, 50 pessoas participaram da pintura de uma ciclofaixa em um dos lados da rua, por ocasião do Dia Mundial Sem Carro, mas somente três foram autuados. Jaques Brand, Fernando Rosenbaum e Juan Parada respondem a um processo administrativo e precisam pagar uma multa de R$ 750 cada um. Com dois pedidos indeferidos pela Procuradoria-Geral do Mu­­nicípio (PGM), coube ao grupo elaborar uma carta ao prefeito Beto Richa (PSDB) pedindo a anistia. Eles alegam que o ato não foi de vandalismo, e sim uma manifestação essencialmente política. Mas a prefeitura mantém a aplicação das multas.

Para um dos ciclistas acusados, o jornalista Jaques Brand, o argumento da Procuradoria é o de que a lei é o que está escrito e não há interpretações. Quando da prisão dos envolvidos na pintura da ciclofaixa, houve um entendimento pela Guarda Municipal de que se tratava de um delito comum e não de uma manifestação política. Naquela ocasião, a ideia era chamar a atenção para a necessidade de cumprimento dos dispositivos do artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que asseguram à bicicleta a condição de veículo de transporte urbano.

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A lei

O limite entre pichação e ato de protesto

Para o advogado Maurício de Paula Soares Guimarães, a discussão é ampla.

A lei municipal 11.095, de 2004, e a lei federal 9.605, de 1998, determinam que pichar e grafitar sem autorização é crime. No artigo 100 da legislação municipal, está claro que a proibição é extensiva a “qualquer equipamento de mobiliário urbano, monumentos ou qualquer lugar de uso público e privado”. No entanto, o caso da pintura da ciclofaixa pelos ciclistas foi um ato isolado, com características que a diferenciam de uma pichação qualquer, lembra Guimarães. “Seria vandalismo se não tivesse sido divulgado e tivesse sido feito na calada da noite, por exemplo, de forma clandestina”, exemplifica. Quem for pego em flagrante deverá pagar uma multa de R$ 750 e se reparar o dano ao patrimônio.

Na opinião de Fernando Rosenbaum, 31 anos, a diferença entre vandalismo e ato político está no fato de a pintura ter sido feita à luz do dia, com aviso prévio aos moradores do local, à mídia e aos órgãos municipais. Para ele, a interpretação da lei pode ser branda para uns e para outros, não. “De repente é chegada a hora de repensar tudo isto”, diz. No último semestre, a PGM recebeu três pedidos de abertura de processo por vandalismo. No mesmo período do ano passado, foram dez casos. A assessoria da prefeitura lembra que o grupo multado é o único que foi autuado em flagrante interferindo na sinalização da rua.

Pichação

Situações como a da estudante Caroline Pivetta, 24 anos, que pichou um andar do prédio da Bienal de São Paulo, em outubro do ano passado, são vistas pelo advogado Maurício de Paula Soares Guimarães como casos a serem analisados dentro do seu contexto. Ela foi condenada pela Justiça paulista a quatro anos de prisão em regime semiaberto. Caroline alegou que o ato foi uma manifestação artística em um local mantido vazio. “Mesmo se tratando de liberdade de expressão, o fato de danificar uma obra de terceiros demonstra uma linha tênue entre o vandalismo e o protesto”, diz Guimarães.

* * * * *

Interatividade

Como diferenciar vandalismo e protesto?

Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br

As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Demarcações da FIEP na ciclovia são pichações?

21 de outubro de 2009 em Direitos do Ciclista, Fotos, Políticas Públicas, Sociedade do automóvel

As fotos abaixo são de pinturas feitas pela FIEP na ciclovia.  (rua Heitor S. França). Duvida-se que os administradores do prédio tenham sido classificados como pichadores e os pintores das faixas contínuas transversais tenham sido conduzidos à Delegacia. E que tenham sido todos autuados como infratores passíveis de multa e inscrição em dívida ativa em caso de irresignação.

1x1.trans Demarcações da FIEP na ciclovia são pichações?

1x1.trans Demarcações da FIEP na ciclovia são pichações?

1x1.trans Demarcações da FIEP na ciclovia são pichações?

Há aqui um agravante. As linhas transversais contínuas parecem querer denotar a prioridade das pessoas em carros sobre as pessoas a pé ou em bicicleta. Isso, sim, contraria o artigo 38 combinado com o 216* do Código de Trânsito.

1x1.trans Demarcações da FIEP na ciclovia são pichações?
Diz o artigo 38 do CTB: “Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá [...] ceder passagem aos pedestres e ciclistas …”.
O descumprimento desse artigo tipifica infração do artigo 214*, “Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado I – que se encontre na faixa a ele destinada [...] Infração – gravíssima …”

*correção: o artigo de enquadramento da infração é o 216: Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar adequadamente posicionado para ingresso na via e sem as precauções com a segurança de pedestres e de outros veículos: Infração – média; Penalidade – multa.

1x1.trans Demarcações da FIEP na ciclovia são pichações?
Apesar de tudo, essa pintura não tem como ser enquadrada na qualidade de pichação, assim como a ciclofaixa também não!
Só mesmo a vontade de punir e refrear a pressão social em favor da bicicleta para explicar a insistência na punição.

O código de trânsito considera infração o veículo motorizado ultrapassar pessoa em bicicleta a menos de 1,5 m de afastamento lateral.  A ciclofaixa demarca um espaço bem menor do que 1,5 m.

Que medidas são tomadas pela administração pública para o cumprimento da lei ?

Porque será que o tratamento é tão distinto entre a FIEP e os cidadãos que estiveram presentes na pintura da ciclofaixa e foram presos e autuados? Será que pintar o asfalto dos carros contraria a sacralidade desses objetos de fetiche ?

A punição aplicada é inaceitável. Nessa esfera, não se admitem interpretações, somente fatos. E os fatos não permitem a interpretação que a Procuradoria vem conferindo a eles. Pichação é depredação. Ciclofaixa é defesa da vida de cidadãos de tanta qualidade quanto daqueles que usam carros.

O Crime Ambiental

19 de outubro de 2009 em Bem-estar, Direitos do Ciclista, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas, Sociedade do automóvel

Conversa afiada

O crime da bicicleta

Há dois anos, Jorge Brand, Fernando Rozenbaum e Juan Parada – ativistas do coletivo de arte e urbanismo Interlux – foram apreendidos e acusados de delito ambiental. Crime: terem pintado uma faixa para bicicletas num trecho de asfalto da Augusto Stresser, Alto da XV, durante comemoração do Dia Mundial sem Carro. O trio recorreu da sentença duas vezes, sem sucesso. Veja a defesa do filósofo e iogue Jorge Brand, 28 anos.

O que você diria à turma da prefeitura?

Que não entende o significado do nosso gesto. O procurador Ivan Bonilha diz que se reconsiderar, vai abrir precedentes para outros processos de pichação. Mas não pichamos a rua. A ação foi feita à luz do dia, como um gesto de desobediência civil.

Em que pé está a briga?

Para começar, havia 50 pessoas na Stresser em 2007, mas só nós três fomos levados à delegacia. Por que não prenderam todo mundo? É arbitrário. Nossa multa está na Dívida Ativa e soma mais de R$ 1 mil para cada um. Podemos pagar, mas invalidaria nossa luta.

Os ciclistas declararam guerra…

Não, mas estamos insatisfeitos. Há muito discurso em torno do Plano Cicloviário, mas na prática o ciclista não está incluído nos projetos urbanos. Falta diálogo. O prefeito diz que gosta de bicicletas, mas acho que não.

Publicado originalmente no Entrelinhas, de Cláudio Feldens (colaborou José Carlos Fernandes).

A gente pergunta sobre os precedentes, as “pichações” feitas nas ruas durante as copas do mundo e em outros eventos populares. E pergunta também sobre as “pichações” feitas pelos condomínios para demarcar a entrada de seus prédios. E sobre as pinturas publicitárias em faixas de segurança para pedestres, que não deveriam ser admitidas nem mesmo mediante o pagamento de taxas.

No caso da ciclofaixa, nunca ocorreu depredação do patrimônio público, nem foram colocadas vidas em risco (ao contrário, reduziu os riscos para os usuários de bicicletas e também para os motoristas respeitadores da sinalização de trânsito!).  Pichar é depredar. Fazer ciclofaixa é tentar ordenar em favor do desprotegido o que está desordenado.  Por isso, pode-se dizer que a multa tem cunho meramente político (quase que partidário), e tem por objetivo apenas amarrar e desestimular os movimentos sociais em favor da bicicleta.

Querem interromper as pressões por melhores condições para a vida urbana, por meio de um mecanismo legal, mas fazendo dele um uso completamente distorcido, quando na esfera penal é preciso interpretação estrita da lei.   Querem se garantir tentando manchar o currículo desses jovens corajosos, só porque ousam denunciar que o rei está nu.

Sobre a multa I

Sobre a multa II

Notícia na Gazeta.

A Defesa Jurídica.

Queremos motoristas nas ruas, e não pilotos.

Atualização, em 20/10/2009.

Dia 29 haverá manifestação nas proximidades da Procuradoria municipal e Prefeitura. Ajude a protestar contra essa iniquidade.

Crime Ambiental ? Nem a pau!

1x1.trans O Crime Ambiental

A primeira ciclofaixa de Curitiba