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Jovens não se preocupam mais tanto com carro

27 de abril de 2012 em Automobile Society, Bicicleta, Notícia

car fire Jovens não se preocupam mais tanto com carro

Um carro a menos!!

Há poucas décadas, o carro representava o ideal de liberdade para muitas gerações. Hoje, com ruas congestionadas, doenças respiratórias e falta de espaço para as pessoas nas cidades, os jovens se deram conta de que isso não tem nada a ver com ser livre, e passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé. (..) Para entender esse movimento, [um artigo no New York Times] conta que a GM, uma das principais montadoras de automóvel do mundo, pediu ajuda à MTV Scratch, braço de pesquisa e relacionamento com jovens da emissora norte-americana. A ideia é desenvolver estratégias adaptadas à realidade dos carros e focadas no público jovem para reconquistar prestígio com o pessoal de 20 e poucos anos – público que tem poder de compra calculado em 170 bilhões de dólares, segundo a empresa de pesquisa de mercado comScore.

Porém, a situação não parece ser reversível. “Em uma pesquisa realizada com 3 mil consumidores nascidos entre 1981 e 2000 – geração chamada de millennials – a Scratch perguntou quais eram as suas 31 marcas preferidas. Nenhuma marca de carro ficou entre as top 10, ficando bem abaixo de empresas como Google e Nike”, diz o artigo. Além disso, 46% dos motoristas de 18 a 24 anos declararam que preferem acesso a Internet a ter um carro, segundo dados da agência Gartner, também citados no texto do NY Times.

Fonte: Outras Palavras

É o fim do mundo!

4 de maio de 2011 em Arte, Charges, Humor, Políticas Públicas

fins do mundo É o fim do mundo!

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Cenas de Curitiba II

30 de março de 2009 em Automobile Society, Fotos, Reclaim the Streets, Sociedade do automóvel

Flagrantes da semana que passou.

 

 Cenas de Curitiba II

Presidente Taunay, próximo ao bar Sláinte.

 

 Cenas de Curitiba II

 Cenas de Curitiba II

Carlos de Carvalho, em frente às lanchonetes The Sub’s e Au Au.

 Cenas de Curitiba II

Trecho da “ciclovia” da Pedro Gusso. Ciclovia, calçada ou… estacionamento?!

 

Cenas de Curitiba I

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Cenas de Curitiba

24 de março de 2009 em Automobile Society, Fotos, Sociedade do automóvel

Só as ruas não bastam; eles querem as calçadas também.

Alguns flagrantes da última semana.

 

imagem155 Cenas de Curitiba

Av. Batel, no outro lado da rua do bar Santa Marta.

 

imagem156 Cenas de Curitiba

Desembargador Motta, quase esquina com Carlos de Carvalho.

imagem160 Cenas de Curitiba

Vicente Machado, do outro lado da rua do bar James.

Curitiba receberá R$ 4,5 bilhões em investimentos até 2014

23 de janeiro de 2009 em Políticas Públicas

Publicado pelo IPPUC em 24 de novembro de 2008

Resultado da colaboração entre Prefeitura, legislativo e governos do Estado e Federal até a Copa do Mundo

A consolidação das informações sobre o Plano de Investimentos para Curitiba até 2014 feitos a pedido da FIFA por intermédio da ABIDIB – Associação Brasileira da Infra-Estrutura de Base (empresa conveniada ao Ministério do Esporte e a CBF – Confederação Brasileira de Futebol) mostra que Curitiba receberá cerca de R$ 4,5 bilhões em investimentos destinados à melhoria da cidade em todas as áreas – desde energia, saneamento, saúde pública, até meio ambiente, mobilidade urbana, turismo, segurança, habitação, educação.

Foram computados para este cálculo recursos oriundos do Orçamento da Prefeitura Municipal de Curitiba; de financiamentos internacionais tomados pela PMC, como o BID, Agência Francesa de Desenvolvimento, Fonplata, recursos do Prodetur e do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento -, do Governo Federal para habitação e mobilidade urbana; recursos de investimentos de empresas como Sanepar e Copel; recursos de emendas parlamentares e recursos do Orçamento do Estado.

A cooperação e o esforço integrado entre a PMC, os legislativos municipal, estadual e federal e os governos do Estado e Federal para responder as exigências da FIFA resultará, segundo o prefeito Beto Richa, “em grandes benefícios para toda população de Curitiba, pois são investimentos em obras de infra-estrutura que atenderão toda a cidade”. Entre os investimentos previstos estão: conclusão da Linha Verde (etapa Norte), no valor de U$ 138 milhões; construção de binários, infra-estrutura para o Transporte Público e segurança viária, no valor de U$ 144,4 milhões; construção do Hospital do Idoso, do Laboratório Municipal e de unidades da Rede de Urgências Médicas nas regionais Matriz e Pinheirinho. Fazem parte destes investimentos, também, o desalinhamento das estações no Eixo Norte/Sul – Santa Cândida-Pinheirinho – e o projeto Viva Barigui, no valor de € 72 milhões; o Eixo de Integração Regional Sul, no valor de U$ 13,3 milhões; a revitalização do Parque Barigui e recuperação dos rios Belém e Atuba; a construção de trincheiras, pontes, abertura de vias e ciclovias. Estão previstos investimentos de R$ 70 milhões na ampliação da rede de água e R$ 165 milhões em rede e tratamento de esgoto. Os recursos serão destinados, ainda, a investimentos em Segurança Pública – implantação e melhorias de delegacias, de unidades de segurança publica e dos bombeiros; em planos de combate ao uso de drogas; em educação ambiental; em regularização fundiária e construção de habitação popular.

Como a notícia mesmo informa, muito já foi gasto pra contruir binários e avenidas mas nenhuma ciclovia dentro das recomendações do DENATRAN, só uma vaga citação. Quem sabe com R$4,5 bilhões sobra algo para bicicleta…

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carro na cabeça

15 de dezembro de 2008 em Charges

angeli carro na cabeçaDo Angeli.

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o automóvel faz parte da vida

23 de novembro de 2008 em Charges

Assim diz o slogam do Salão do Automóvel de Curitiba:

salaodoautomovel o automóvel faz parte da vida

.

É verdade.

Andy Singer já afirmava isto a tempos:

singer life death car o automóvel faz parte da vida

Rodízio de carros em Curitiba?

3 de maio de 2008 em Políticas Públicas

Está em pauta de discussão na Câmara de Vereadores de Curitiba um projeto que estabelece rodízio de carros no Centro da cidade. O assunto vem sendo tratado com freqüência pela mídia.

A Vereadora Roseli Isidoro, que sempre foi muito receptiva aos ciclistas, está encarregada de relatar o projeto, e pediu aos membros da Bicicletada manifestações sobre o tema.

Creio que, no espírito que norteia a Bicicletada, a discussão de pontos de vista dos ciclistas pode e deve ser pública e aberta, razão pela qual transcrevo aqui a mensagem recebida através da página da Bicicletada Curitiba e postada no respectivo Fórum (onde há tópicos abertos e outros apenas para pessoas registradas no mesmo).

Esperamos comentários.

Prezados membros da Bicicletada

Como Vereadora de Curitiba, integrante da Bancada do PT na Casa, fui designada pela Comissão de Urbanismo e Obras da Câmara Municipal de Curitiba, relatora do Projeto de Lei de autoria do Vereador Custódio da Silva (PR), que institui no Município de Curitiba o Programa Municipal de Restrição à Circulação de Veículos Automotores – rodízio de automóveis.

Embora no mérito contrária a proposta, acredito que Curitiba se aproxima da realidade vivenciada por várias cidades brasileiras no que diz respeito aos grandes congestionamentos, em muitos casos, traduzido em “caos no trânsito”. Para muitos, opinião pública, cidadãos, pesquisadores , usuários e especialmente condutos de veículos na nossa cidade, a medida divide opiniões. Neste particular, entendo que é oportuno nesse momento, trazermos para pauta essa discussão, não apenas com o olhar sobre adotar ou não essa medida. Mas sobretudo, travarmos discussão com relação às ações possíveis de serem viabilizadas, principalmente no que diz respeito a mobilidade urbana – modal bicicleta, educação no trânsito, necessidade de maiores investimentos no transporte público – coletivo, entre outros temas, que a Gestão atual da cidade, tem discutido, mas na minha opinião de forma muito mas muito incipiente e sem participação necessária da população, maior interessada nesses temas.

Nesse sentido, reside a nossa proposta já aprovada pela Comissão de Urbanismo, de realizarmos uma Audiência Pública sobre o tema, objetivando ouvir a opinião da população, dos motoristas, dos diversos segmentos que atuam nessa área de trânsito, especialistas da nossa cidade, assim como conhecer os resultados da experiência de 10 anos da Lei em São Paulo. Já temos confirmadas presenças de representantes da UFPR, do DETRAN-PR, da URBS/Diretran, USP-SP, Ministério das Cidades, entre outras autoridades no tema trânsito. Daí reside o nosso desejo e convite de poder contar com a participação da Bicicletada nesse evento, inclusive para compor a mesa de debate, que acontecerá no próximo dia 20 de maio (terça-feira) com início às 14h00 e término às 18h00, no Auditório da Câmara Municipal de Curitiba.

No aguardo do retorno, desde já, agradeço se pudermos contar com a importante contribuição da Bicicletada neste debate.

Solicitamos, também auxiliar na divulgação do evento, por entender que tema a interessa a todos e todas.

Saudações Parlamentares

Vereadora Roseli Isidoro

Frota de Curitiba chega a 1 milhão de carros

1 de julho de 2007 em Notícias, Sociedade do automóvel

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que 82% dos motoristas da capital paranaense usam seus carros todos os dias

Curitiba chegará no fim deste mês a uma marca histórica: os especialistas no assunto acreditam que ainda em julho a frota da cidade passará a contar com 1 milhão de veículos. Isso levará a cidade à incrível estatística de um carro – ou moto – para cada 1,8 habitantes. Na verdade, em alguns bairros mais ricos, já existem mais veículos do que pessoas. São os casos do Centro, Batel, Alto da XV, Mossunguê, Centro Cívico e Hauer. No bairro campeão de motorização, o Rebouças, há quase três carros para cada pessoa.

Tudo isso leva Curitiba ao título de capital mais motorizada do país. O que pode parecer um motivo de orgulho, no entanto, traz mais transtornos do que alívio para os cidadãos. Mais carros, afinal, significam mais congestionamentos. E enfrentar esse problema exige muito trabalho por parte das autoridades. Ainda mais porque, ao que parece, ninguém está muito disposto a deixar o carro em casa e pegar um ônibus lotado para ir trabalhar.

Levantamento feito pela Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, mostra que 82% dos motoristas usam seus carros todos os dias. Mais do que isso. Embora 78% achem que a cidade já tem carros demais, a grande maioria diz que não abre mão do conforto de usar o carro próprio. Dos 407 motoristas entrevistados pelos pesquisadores, só 10% dizem que pensaram um dia em vender o carro e depender exclusivamente do transporte coletivo. Os outros, com congestionamento ou não, querem mesmo é usar seus carros particulares para se locomover pela cidade.

Desafios

“O fato de Curitiba chegar a ter 1 milhão de carros põe por terra dois símbolos da cidade”, opina Fábio Duarte, professor do mestrado em Gestão Urbana na PUCPR. “O primeiro é o da Capital Ecológica. O segundo é o do transporte coletivo eficiente”, afirma. No que diz respeito ao segundo ponto, a população parece concordar em gênero, número e grau. Quando foram perguntados sobre por que não pegavam mais ônibus, os motoristas citaram que eles são lentos, demoram a chegar e são desconfortáveis. Acima de tudo, são superlotados. Mais de 42% afirmaram que não vale a pena andar espremido na condução curitibana das 6 horas da tarde.

A origem do primeiro milhão de carros, no entanto, tem raízes bem mais antigas do que os defeitos do transporte público. “Em alguns lugares, como nos Estados Unidos, há cidades novas que já são pensadas desde o começo para os carros”, conta Claudionor Beatrice, professor de Arquitetura e Urbanismo na PUCPR e no Unicenp. “Curitiba é uma cidade mais antiga e não foi projetada assim, teve de se adaptar aos carros conforme eles apareciam”, diz. E a adaptação nem sempre é fácil. Pelo contrário: exige tempo, muito dinheiro e, principalmente, pessoas com capacidade para imaginar soluções para um problema desse tamanho.

Em Curitiba, a atribuição de achar uma maneira de desatar os nós cabe a dois grupos de técnicos. Um fica no Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano, o Ippuc, e pensa as grandes linhas de desenvolvimento da cidade. O outro fica na Urbs, e é encarregado de melhorar o transporte coletivo e dar um jeito no trânsito do dia-a-dia, com todos os seus problemas.

Publicado originalmente em: Gazeta do Povo