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Bicicletada – setembro 2010

27 de setembro de 2010 em Massa Crítica, Planeta Bicicletada, Sociedade do automóvel

escopeta1 Bicicletada   setembro 2010

bicicleta e arma

Confira alguns relatos e fotos nos blogs abaixo:

http://www.bicicleteiros.com.br/2010/09 … o-de-2010/
http://esquentadinho.com/2010/09/25/pol … ciclistas/
http://pedaleiro.com.br/2010/09/26/policia-preparada/
http://bit.ly/bNItQh

E o roteiro da pedalada.

Carro-banheiro

16 de julho de 2010 em Humor, Notícia

Americano cria “carro-banheiro” (1), (2)

toilet car rex c82ca952bf8a127eb24a201e12d1336a Carro banheiro

Ideal para motoristas que fazem merda no trânsito

Flávio Krüger

O carro: pane de libido?

8 de março de 2009 em Sociedade do automóvel

São milhares de carcaças novas que, por toda a Europa e Estados Unidos, formam filas nos pátios, sob galpões, e esperam em vão por um comprador. Em nada lembram os clássicos cemitérios de carros, com seus montes de latarias amassadas, de chassis danificados apodrecendo em um terreno baldio, como o mítico Cadillac Ranch na Route 66 nos Estados Unidos, monolitos de metal pintados de forma grotesca, enfiados na areia do deserto californiano. Estes testemunhavam a vitalidade de uma indústria que largava atrás de si seus dejetos.

Os cemitérios de hoje vivem uma pane do sistema. A crise acelera uma aversão crescente pelo automóvel. Os glutões 4 x 4 são denunciados nos Estados Unidos pelos grupos evangélicos que veem neles símbolos de uma arrogância contrária aos ensinamentos de Cristo! Em toda parte os grandes fabricantes fecham usinas, reduzem a produção, declaram falência, demitem a torto e a direito. Fim de um objeto de fetiche que foi herói do século XX e criou em sua esteira tantas obras-primas, pequenas maravilhas da mecânica.

Três razões explicam esse abandono: o automóvel encarnou durante muito tempo um sonho de liberdade, de circular à vontade. Para um mundo imerso na ruralidade, imobilizado no tempo e no espaço, ele parecia um milagre. Rodar por noites inteiras, partir quando quiser, atravessar a França, a Europa, engolir quilômetros pelo prazer, não depender de ninguém, tal é, tal foi o atrativo deste meio de transporte. Personalização quase erótica do veículo, casa circulante que nos transporta consigo, encarnação sobre rodas de sua singularidade. Este sonho entrou em colapso lentamente com o inchaço das cidades, das vias, das rodovias: se cada francês, belga, americano possuísse um veículo, ele talvez seria um feliz proprietário, mas não poderia mais circular.

As mudanças na demografia anulam o direito à mobilidade. Tão maravilhoso quanto reservado a uma minoria, o carro, uma vez popularizado, se transforma em pesadelo, tornando cada motorista em prisioneiro de seu veículo, além de ser dispendioso. Fim da rapidez, da generalização do engarrafamento, do acidente como mostram tantas obras literárias ou cinematográficas.

Alienação e inércia
O escritor Roberto Calasso bem disse: “A democracia é o acesso de todos a bens que não existem mais”. Acrescente a esse descrédito o encarecimento dos custos do petróleo e sobretudo a acusação feita pelo discurso ecológico sobre essa indústria, poluente e incômoda. Antes símbolo de liberdade, o carro se tornou símbolo de alienação e inércia. A máquina que devorava o espaço se afundou em uma coagulação generalizada. O maravilhoso automóvel se transformou em banheira, lixeira barulhenta da qual fugimos horrorizados.

Não se trata de um simples regime ou dieta provisória antes de retomar a orgia: é realmente a conclusão de um ciclo. Claro, sempre se fabricarão carros, mas limpos, elétricos, pequenos, que não emitam nenhum gás carbônico, e recarregáveis na tomada.

A Califórnia comercializa há alguns anos o Tesla Roadster, um conversível limpo, escolhido pelos astros, e o prefeito Bertrand Delanoë logo lançará em Paris um sistema Autolib’ nos mesmos moldes do Vélib’: pequenos veículos elétricos que podem ser alugados por hora ou por dia. Seremos todos “ecocidadãos responsáveis”, pegaremos o ônibus, o bonde, o metrô, pararemos de financiar, por meio de nossa gana por petróleo, as ditaduras sanguinárias ou os regimes opressores.

Mas como é um carro que não é nem chamativo, nem poluente, nem barulhento? Um meio de transporte, não um objeto de desejo. A ecologia tem razão, e é por isso que ela nunca suscitará o entusiasmo, uma vez que suas palavras de ordem são economia, privação e precaução. Fim da ostentação dos carrões que esmagavam com seu luxo a multidão de pedestres; fim das façanhas dos amantes de velocidade que brincavam de acelerações vertiginosas e flertavam com a morte a cada curva.

As acusações de Ivan Ilitch, André Gorz ou René Dumont em nada o afetaram. Foi preciso uma deserção global para que o sonho automobilístico perdesse seu encanto e que as vendas despencassem. Mas nunca se mata uma paixão sem antes substituí-la por outra. Nossas reluzentes máquinas já são substituídas pelos laptops, os computadores que respondem ao duplo princípio de independência e locomoção: estamos em todos os lugares sem sair de casa, ligados a todos sem estar com ninguém. No lugar dos monstros consumidores de energia, telas ultraplanas de funções múltiplas, em uma ferramenta de alguns centenas de gramas. É um novo paradigma que mexe com o indivíduo contemporâneo em uma era inédita de autossuficiência e mobilidade.

Não é o mercado que agoniza, é uma forma ultrapassada de capitalismo que desaparece porque deixou de ser desejável.

*Pascal Bruckner é escritor e ensaísta.

Tradução: Lana Lim

Mais carros no Largo da Ordem

13 de outubro de 2008 em Políticas Públicas

No dia 06 de agosto de 2008, o Ilmo. Sr. Vereador Jorge Bernardi propôs a implantação de estacionamentos para carros dos dois lados da Rua Jaime Reis. Usando como justificativa a feira do Largo da Ordem que ocorre aos domingos.

Para refletir:

  • Essa rua passa na lateral da feira onde há um grande fluxo de pedestres. O ideal não seria implantar e sim retirar os estacionamentos, além de proibir o tráfego de veículos motorizados por essa rua. Tornando assim o lugar mais agradável para a circulação de pessoas que já está se tornando insuficiente, tendo mais espaço e segurança, menos poluição e barulho.
  • Se os feirantes têm dificuldade de estacionamento porque não reservar vagas já existentes um pouco mais afastadas onde não precisem passar no meio da feira?
  • Melhor ainda porque não criar um acesso mais livre para pedestres e transporte não-motorizado, incentivando dessa forma alternativas sustentáveis?
  • Se a justificativa é a feira que ocorre apenas aos domingos, por que a proposta não especifica os horários a serem liberados para estacionamento?

Veja a proposta original 44.08471.2008 no site da Câmara Municipal de Curitiba


Este artigo foi encaminhado ao Sr. Jorge Bernardi no dia de sua publicação através do endereço de contato na sua página:

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por Gunnar

Vamos comemorar?

13 de agosto de 2008 em Notícias

 

earthcar Vamos comemorar? 

 

“O Brasil teve na semana passada uma ótima notícia: ganhou uma posição no ranking de produção mundial de veículos e é sexto colocado, ultrapassando a França (vingança pelas derrotas nas Copas do Mundo de 1998 e 2006?).

De janeiro a julho, nossa indústria produziu 2 milhões de veículos. Os números nos colocam apenas 800 mil unidades atrás do quinto colocado, Coréia do Sul, e 1,3 milhão em desvantagem ante a Alemanha, quarta. 

(…)

Quanto às posições de Japão, China e EUA, elas parecem fazer parte de um outro universo (são, na ordem, primeiro, segundo e terceiro colocados). Possivelmente, esse também era o pensamento do tenista Rafael Nadal em 2004, quando observava os pontos de Roger Federer no ranking do esporte (na segunda-feira que vem, o espanhol assumirá a primeira posição nessa lista). E do nadador americano Michael Phelps há alguns anos. Em Pequim, ele pode superar o recorde olímpico registrado por Mark Spitz em 1982 (oito medalhas de ouro).

As comparações são otimistas demais, admito. Mas o que seria do espírito competitivo sem a motivação e a esperança? Estou na torcida pelo Brasil no ranking mundial de produção de carros. E também no quadro de medalhas dos Jogos de Pequim.”

 

Reparem no uso descarado da linguagem do mundo dos esportes, comparando a  sanha desmedida, assassina, poluidora e insustentável da indústria automobilística com o sadio espírito de competição olímpico.

A indústria automobilística brasileira tem muito o que comemorar. Alimenta um sistema que mata 4 pessoas por dia em acidentes e mais 8 por doenças respiratórias. Em São Paulo, a cidade que não pára , os engarrafamentos voltaram a passar dos 200 km na semana passada (devidamente atribuídos a São Pedro).

 

No ritmo atual, tudo indica que, com garra e muita dedicação, a indústria automobilística, associada às políticas de planejamento urbano voltadas exclusivamente ao carro particular e contando com o apoio total do povo brasileiro, conseguirão superar essas marcas em pouco tempo. Parabéns.

 

Espírito Competitivo (Jornal do Carro)

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por Gunnar

Sobre a diferença entre motoristas e ciclistas

31 de julho de 2008 em Sem categoria

 *O que vai abaixo é divagação pseudo-filosófica da mais viajada, opinião pessoal desse que vos escreve.
 
Outro dia me peguei tentando dissuadir um colega de trabalho da idéia de que a bicicleta, no trânsito, seria análoga à motocicleta, explicando que na verdade pedalar é muito mais parecido com andar a pé.
Então vamos lá, qual é a grande sacada da bicicleta?
1. Quem leva quem?
A diferença essencial entre qualquer transporte motorizado e os de propulsão humana é justamente o “motor”. A bicicleta não leva a pessoa a lugar nenhum. É o próprio ciclista que “se carrega”, apenas usando as rodas para potencializar sua própria força.
2. Não é pra qualquer um
Num carro, o que importa é o modelo, a cor, a potência do motor, o preço, o design… embora os motoristas gostem de acreditar no contrário, o carro não diz nada sobre a personalidade de quem o dirige, apenas sobre a quantidade de dinheiro que esteve disposto a gastar para obtê-lo.
Já no caso da bicicleta, o que importa é a atitude, coragem e força DO CICLISTA. A bicicleta em si não é nada, não tem nada, e geralmente ciclistas urbanos preferem mesmo bicis meio surradas para se prevenir de roubos. A única ostentação possível é a das pernas torneadas…
Qualquer pessoa pode dirigir qualquer carro. Mas apenas alguém com atitude suficiente para desafiar as convenções e o preconceito, com coragem para enfrentar o desrespeito e o perigo, com força e preparo para fazer girar duas rodas com as pernas, só alguém assim é que pedala.
3. Aproveitamento de energia
Um carro queima petróleo para deslocar suas 2 toneladas de metal e plástico por aí, e apenas uma parcela marginal dessa energia é usada para levar a (única) pessoa sentada ao volante. Visto de fora, soa meio absurdo, pra não dizer burro. O ciclista, além de prover ele mesmo a energia e o trabalho, desloca apenas a si mesmo – o peso da bicicleta é desprezível em relação ao conjunto, e o motor… é ele mesmo.
4. Deslocamento orgânico
Dirigir um carro envolve estímulos que levam a reações, que levam a atitudes reativas, que finalmente resultam na ação. Por exemplo:
a. Estímulo: sinal verde
b. Reação: “posso acelerar!”
c. Atitude reativa: pisar no acelerador
d. Ação: o carro acelera
Eventualmente, depois de um tempo de prática, o motorista pula a etapa (b), ligando (c) diretamente com (a). Mas isso não muda o caráter “reativo” da coisa toda. Esse sistema tem dois grandes problemas:
I. Separar o sujeito da ação (ou do meio);
II. Permitir uma conduta cômoda, reativa, baseada na espera passiva por estímulos para então agir.
No caso da bicicleta, o usuário é o próprio motor, então ação e reação são a mesma coisa. Além disso, o ciclista tem total noção e domínio sobre sua velocidade, potência, aceleração, agilidade – [momento egotrip] principalmente se for uma fixa, pois em nenhum momento permite ao ciclista “desligar-se” do movimento das rodas.
Finalmente, o ciclista, principalmente num trânsito apático como o nosso, obrigatoriamente desenvolve uma habilidade e sensibilidade toda especial. Quando pedala na rua, está o tempo inteiro usando os cinco (eventualmente seis) sentidos, atento a todos os elementos que o cercam, sempre calculando as velocidades dos outros veículos, antecipando as suas ações, imaginando sua disposição futura e planejando a rota nesse contexto, tomando atitudes pró-ativas. Ou seja, o ciclista “faz o seu caminho”, enquanto o motorista “segue o caminho traçado”.
Ao mesmo tempo, pedalando evita-se a burrice. Os motoristas costumam associar a velocidade máxima com a velocidade de deslocamento, e vivem reclamando dos “lerdos” na rua (bicicletas se encaixam na categoria). O ciclista, no entanto, logo percebe que uma coisa nada tem a ver com a outra. Sem nunca ultrapassar os 30km/h, a bicicleta chega antes ao destino que o carro, que alcançou velocidades de pico de mais de 100km/h. Aproximando-se de um farol vermelho, por exemplo, o ciclista naturalmente diminui a velocidade muito antes, de modo a estar em movimento quando o sinal ficar verde (evita desperdício de força com frenagem e aceleração a partir do zero)… e é ultrapassado pelo raivoso motorista (desperdício de energia com velocidade) que em seguida freia bruscamente (desperdício de energia com frenagem) no farol vermelho. Quando olhar para o lado, o estressado motorista se verá ultrapassado pelo calmo e “lerdo” ciclista. Quando o sinal abrir, o ciclista estará embalado e assim abrirá larga vantagem sobre o carro, que vai acelerar fortemente (mais desperdício de energia) para tentar compensar sua desvantagem. Esse ritual se repete algumas vezes, até que a vantagem acumulada do ciclista seja tanta que o motorista ficará para trás definitivamente.
5. A postura “defensivo-defensiva”
O motorista, mesmo que dirija de forma defensiva, age sempre considerando 100% de colaboração dos outros elementos do trânsito. Um motorista ’sem-noção’ dirige considerando 150% de colaboração, ou seja, ele espana a rosca do sistema e obriga os outros a abrir mão de seus direitos para lhe dar passagem. Já o ciclista, mediante a falta de infra-estrutura e sabendo do desrespeito vigente, pedala sempre considerando certa margem de erro. Podemos dizer que o ciclista considera 50% (ou menos) de colaboração dos outros elementos.
Isso se aplica, por exemplo, em cruzamentos: mesmo estando na rua preferencial (além da preferência universal garantida à bicicleta), o ciclista se aproxima com cautela, pois sabe que os carros nas vias perpendiculares provavelmente vão ignorar sua presença, o respeito à vida, a lei, a preferência, o bom senso e a Constituição Federal, e acelerar assim que o fluxo de carros permitir.
Por essas e outras, o ciclista pode (e muitas vezes DEVE) furar o sinal vermelho e fazer outras coisitas consideradas infrações para os motoristas. O fato é que as leis de trânsito foram feitas pensando no trânsito motorizado. Se todos se locomovessem de forma tão orgânica, racional e consciente como o ciclista, não precisaríamos de tantas leis, proibições, sinalizações, restrições e afins.
 
andy8 Sobre a diferença entre motoristas e ciclistas

Vencemos! (gravura de Andy Singer)

 

Isso é pedalar pra mim.
Correr tendo rodas como continuação do corpo.
Navegar num mar de irracionalidade fortemente controlada usando a racionalidade absolutamente livre.
Voar.
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Quem chora mais?

26 de junho de 2008 em Charges, Políticas Públicas

lezio Quem chora mais?

Charge do Lezio Jr, encontrada aqui

 

O álcool mata. Muito.

Os carros matam. Muito mais ainda.

Juntos, conseguem a proeza de matar 35.000 brasileiros por ano, uma das maiores taxas do mundo.

Mas já tem muito motorista chorando por causa da recente instituição de uma lei de “tolerância zero” para o nível de álcool no sangue. Talvez assim a partir de agora haja menos famílias chorando por seus filhos mortos em “acidentes” causados por motoristas movidos a álcool.

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Nunca serão!

3 de junho de 2008 em Notícias, Políticas Públicas

gio Nunca serão!

Charge encontrada aqui.

 

Vale lembrar: carros nunca serão ecológicos. É uma contradição em termos.

Mas noçoguia já prometeu: vai dar um carro para cada brasileiro.

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II Desafio Intermodal de Curitiba

9 de maio de 2008 em Encontros

2desafio intermodal1 II Desafio Intermodal de Curitiba

 

 

Quem é mais rápido?

Quem polui menos?

Quem se estressa mais?

 

A sorte está lançada.  Ajude a divulgar!

 

Primeiro Desafio Intermodal de Curitiba (2007) – relato no Meandros

Cartaz

25 de março de 2008 em Charges

convite1 Cartaz

Peters, via blog do Cartunista Solda