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Bicicletada a rigor, 27 de outubro, 10 h no pátio da Reitoria da UFPR

24 de outubro de 2012 em Bicicleta, Massa Crítica, Notícias, Sociedade do automóvel

bicicletada a rigor out 2012 Bicicletada a rigor, 27 de outubro, 10 h no pátio da Reitoria da UFPR

Gente Chic é outra coisa! Não polui, não congestiona, respeita os semelhantes e o planeta. Sábado, às 10 horas, estes gentis habitantes da capital das araucárias se encontrarão -para posterior Bicicletada nas vias centrais da cidade -, no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná.
Indispensável: aquela alegria de sempre. Desejável: traje à rigor!

Anjo exterminador

20 de julho de 2012 em Massa Crítica, Políticas Públicas, Retomada das Ruas, Sociedade do automóvel

As cidades latino-americanas não querem parecer-se com Amsterdam ou Florença, mas com Los Angeles, e estão conseguindo converter-se na horrorosa caricatura daquela vertigem

Por Eduardo Galeano

Em 1992 houve um plebiscito em Amsterdam. Os habitantes da cidade holandesa resolveram reduzir à metade o espaço, já muito limitado, que ocupam os automóveis. Três anos depois, proibiu-se o trânsito de carros privados em todo o centro da cidade italiana de Florença, proibição que se estenderá à cidade inteira à medida em que se multipliquem os bondes, as linhas de metrô, as vias para pedestres e os ônibus. Também as ciclovias: será possível atravessar toda a cidade sem riscos, por qualquer parte, pedalando em um meio de transporte que custa pouco, não gasta nada, não invade o espaço humano nem envenena o ar e que foi inventado, há cinco séculos, por um vizinho de Florença chamado Leonardo da Vinci.

Enquanto isso, um informe oficial confirmava que os automóveis ocupam um espaço bem maior que as pessoas, na cidade norte-americana de Los Angeles, mas ali ninguém pensou em cometer o sacrilégio de expulsar os invasores.

A quem pertencem as cidades?

Amsterdam e Florença são exceções à regra universal da usurpação. O mundo motorizou-se aceleradamente, à medida que iam crescendo as cidades e as distâncias, e os meios públicos de transporte recuaram diante do automóvel privado. O ex-presidente francês George Pompidou comemorava, dizendo que “é a cidade que deve adaptar-se aos automóveis, não o contrário”, mas suas palavras assumiram sentido trágico quando se revelou que haviam aumentado brutalmente as mortes por contaminação na cidade de Paris, na greve geral do finzinho de 1995: a paralisação do metrô havia multiplicado as viagens de automóvel e esgotado as máscaras anti-smog.

Na Alemanha, em 1950, os trens, ônibus e bondes realizavam três quartos do transporte de pessoas; hoje, representam menos de um quinto das viagens. A média europeia caiu a 25%, o que já é muito comparado com os Estados Unidos, onde o transporte público, virtualmente exterminado na maioria das cidades, só chega a 4% do total.

O ruído dos motores não deixa ouvir as vozes que denunciam o artifício de uma civilização que te rouba a liberdade para depois vendê-la e que te corta as pernas para obrigar-te a comprar automóveis e aparelhos de ginástica. Impõe-se no mundo, como único modelo possível de vida, o pesadelo de cidades onde os carros mandam, devoram as áreas verdes e apoderam-se do espaço humano. Respiramos o pouco ar que eles nos deixam; e quem não morre atropelado, sofre gastrite pelos engarrafamentos.

Henry Ford e Harvey Firestone eram amigos íntimos, e ambos davam-se muito bem com a família Rockefeller. Este carinho recíproco desembocou numa aliança de influências que muito teve a ver com o desmantelamento das ferrovias e a criação de uma vasta teia de auto-estradas, em todo o território norte-americano. Com o passar dos anos, tornou-se cada vez mais avassalador, nos Estados Unidos e no mundo todo, o poder dos fabricantes de automóveis e empresas de petróleo. Das 60 maiores companhias do mundo, a metade pertence a esta santa aliança, ou está de alguma maneira ligada à ditadura das quatro rodas.

Dados para um prontuário

Os direitos humanos terminam ao pé dos direitos das máquinas. Os automóveis emitem impunemente um coquetel de muitas substâncias assassinas. A intoxicação do ar é espetacularmente visível nas cidades latino-americanas, mas muito menos intensa em algumas cidades do norte do mundo. A diferença se explica, em grande medida, pelo uso obrigatório dos conversores catalíticos e de gasolina sem chumbo, que reduziram a contaminação mais notória de cada veículo, nos países de mais desenvolvimento. No entanto, a quantidade tende a anular a qualidade, e estes progressos tecnológicos vão reduzindo seu impacto positivo diante da proliferação vertiginosa do parque automotor, que se reproduz como se fosse formado por coelhos

Visíveis ou dissimuladas, reduzidas ou não, as emissões venenosas têm uma longa folha corrida de crimes. Para apontar apenas três exemplos, os técnicos do Greenpeace denunciaram que provém dos automóveis não menos da metade do total de monóxido de carbono, de óxido de nitrogênio e de hidrocarbonetos que tão eficazmente contribuem com a demolição do planeta e da saúde humana.

“A saúde não é negociável. Basta de meias medidas”, declarou o responsável por transportes em Florença, no início deste ano, enquanto anunciava que esta será “a primeira cidade europeia livre de automóveis”. Mas em quase todo o resto do mundo parte-se da base de que é inevitável que o divino motor seja o eixo da vida humana, na era urbana.

Copiamos o pior

Copiamos o pior. As cidades latino-americanas não querem parecer-se com Amsterdam ou Florença, mas com Los Angeles, e estão conseguindo converter-se na horrorosa caricatura daquela vertigem. Estamos treinando há cinco séculos como copiar, em vez de criar. Já que estamos condenados à copiadite, poderíamos escolher nossos modelos com um pouco mais de cuidado. Anestesiados como estamos pela televisão, a publicidade e a cultura do consumo, acreditamos no conto da chamada modernização, como se este chiste de mal gosto e humor sórdido fosse o abracadabra da felicidade.

Leia também, da mesma série do autor, “A automovelcracia” e “Liturgia do divino motor (Automovelcracia II)”.

Título original: “A automovelcracia III – O anjo exterminador”

Retirado de Revista Atenção, nº 5, Abr/1996 – Pág. 52

Fonte:  ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

 

Quem declara guerra entregando uma flor?

11 de março de 2012 em Amigos da Bicicleta, Bem-estar, Bicicleta, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Midia, Mobilidade, Sociedade do automóvel

Daqui a pouco a revista eletrônica Fantástico, da Rede Globo de Televisão, exibirá uma reportagem com o título “Fantástico pedala pelas ruas de SP e mostra guerra entre ciclistas e motoristas”. Aí eu pergunto: como assim guerra, caras-pálidas? A quem interessa chamar isso de guerra?

Sejamos sinceros, se formos olhar pela ótica de um conflito, isso está mais para um massacre, pois somente um dos lados tem poder de fogo. Ou vocês já viram algum ciclista atropelar e matar um motorista apenas com sua bicicleta?

Pela paz no trânsito, não entrem nessa guerra! Não se deixem levar pela mídia!

O link abaixo é o que gostaríamos que se mostrasse, mas infelizmente, estas pautas parecem não interessar por não se caracterizarem sensacionalistas o suficiente para este tipo de programa:

http://vadebike.org/2011/03/como-foi-a-manifestacao-de-apoio-aos-ciclistas-de-porto-alegre/

Nós não queremos guerra! Seríamos uns imbecis se partíssemos para a guerra justamente por sabermos ser o lado mais fraco! A guerra interessa a quem não quer compartilhar as ruas com as bicicletas, pois desta maneira continuarão a justificar seu massacre dizendo que lugar de bicicleta não é na rua. Mesmo nós tendo a lei a nosso favor. Guerras são estados de exceção,  onde as leis são relativizadas. Por isso mesmo nós não queremos estas exceções, queremos apenas o que nos é de direito!

 Quem declara guerra entregando uma flor?Seguem abaixo dois textos redigidos por cicloativistas indignados com esta forçação de barra de se chamar de guerra o simples exercício de nosso direito básico de utilizar as ruas para nos locomover de bicicleta:

#naofoiacidente #naoehguerra

O Movimento Cicloativista vem, através desta carta, comentar o erro do programa Fantástico na chamada para a matéria sobre a convivência (ou não convivência) entre ciclistas, motociclistas e motoristas no trânsito de São Paulo. A chamada faz referência a uma “guerra entre ciclistas e motoristas” nas ruas. Guerra é o conflito entre duas facções rivais para disputar um espaço. Numa guerra, ambos os lados disputam com suas forças, de forma a tentar vencer o outro lado. Quando um dos lados não possui forças para guerrear, opta pela não violência e, mesmo assim, o outro lado opta pelo embate, isso é conhecido por massacre. O que temos no Tibet, por exemplo, não é guerra. É massacre.

Em cidades europeias cuja experiência com o aumento do número de ciclistas é mais antiga, as mortes são próximas de zero. Quer dizer, o debate não está em torno de uma discussão entre a “viabilidade de convivência”, e sim no que fazer para tornar o trânsito mais humano e respeitoso.

O Ciclista tem direito Constitucional de utilizar a bicicleta com segurança, conforme diz o Código de Trânsito Brasileiro – CTB. Inicialmente discordamos que há uma guerra entre ciclistas, pedestres e motoristas. O que há é o extermínio de pedestres e ciclistas (vide o n° de atropelamentos e vítimas mortais). Somente “um lado” ataca, os carros. Não há dados oficiais de ciclistas e pedestres que, atacando um carro, conseguiram matar o motorista.

Esperamos que a matéria a ser veiculada no programa Fantástico hoje, no dia 11/03, tenha um teor mais favorável à convivência no trânsito, e não ao embate. Todos nós, usuários do trânsito, precisamos de uma mídia que colabore para a redução da violência nas ruas, para a consciência de que todos que estão ali, indo e vindo de suas casas, são pessoas, e que tem suas histórias.

 

#naofoiacidente #naoehguerra

Ciclistas são da Paz, só os que matam fazem guerra.

Muito nos agrada a preocupação e o interesse da Rede Globo, emissora de televisão de maior audiência no Brasil, em pautar a questão da mobilidade nos grandes centros urbanos, tratando com especial interesse as modalidades alternativas de transporte – em especial as bicicletas.

Atenta às demandas sociais e aos problemas que afligem milhões de brasileiros a mídia tem desempenhado um papel fundamental na construção de um país melhor e mais cidadão. Contudo, assistindo as chamadas da programação, vimos que o Fantástico de hoje (11/03/2012), veiculará a reportagem: Fantástico pedala pelas ruas de SP e mostra guerra entre ciclistas e motoristas; ficamos deveras contrariados com a expressão, guerra, uma vez que não é assim que percebemos e vivenciamos a situação.

Primeiro que não há como um cidadão, armado de uma indefesa bicicleta por entre as pernas, declarar guerra contra uma tonelada, motorizada, veloz  e que mata -cada dia mais- conforme as estatísticas oficiais. É desproporcional a comparação entre os veículos, carro versus bicicleta, o mínimo que pode acontecer, numa disputa entre estes dois é um massacre, não uma guerra.

Um outro aspecto fundamental é que os usuários da bicicleta entendem ser esta uma opção  de transporte que pode ser utilizada e, como tal, merece sim espaço, tanto quanto os outros modais. Já os motoristas, por estarem inseridos numa cultura onde a primazia do uso dos espaços públicos de circulação é monopólio dos veículos automotores, só conseguem enxergar as alternativas modais que almejem o compartilhamento das vias – a bicicleta, por exemplo – como uma intrusa, alguém que está invadindo o espaço que é deles, exclusivamente deles.

Embora o conteúdo da chamada, aponte para uma reportagem em que será evidenciada a fragilidade dos ciclistas, “…é possível uma convivência pacífica, ou os ciclistas vão continuar morrendo no trânsito?”, o termo guerra, não é o mais apropriado para anunciar uma disputa tão desproporcional como esta.

Pode parecer casuísmo ou algo que o valha, mas nós que pedalamos pelas ruas das grandes metrópoles, sentimos na pele – a cada “educativa” fina, a cada buzinada, a cada tombo (quando somos lançados contra o meio-fio), a cada fechada- o comportamento agressivo e desumano da maioria dos motoristas e a falta de respeito com a Vida a que somos submetidos diariamente. Este tipo de relação pode ter várias denominações, menos a de uma guerra.

Nós não queremos guerra, só queremos compartilhar o espaço que é de todos, viver, não poluir e chegar.

#naofoiacidente #naoehguerra

 

 

Bicicletada Nacional Extraordinária em Curitiba – Ato de Solidariedade às Vítimas do Trânsito

2 de março de 2012 em Bicicleta, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Eventos, Massa Crítica, Mobilidade, Planeta Bicicletada, Retomada das Ruas, Sociedade do automóvel

bicicletada 20120302 nacional Bicicletada Nacional Extraordinária em Curitiba   Ato de Solidariedade às Vítimas do Trânsito Na última sexta-feira (02/03) três ciclistas morreram atropelados em São Paulo, Brasília e Belém. As Bicicletadas e Massas Críticas de todo o país estão convocando um ato de ocupação das ruas em solidariedade às vítimas do trânsito e para pedir mais respeito e prioridade nas políticas públicas de mobilidade.

Links da Bicicletada Nacional e do evento em Curitiba no Facebook.

Cartaz em melhor resolução e pacote com fonte.

O prefeito Luciano Ducci “não sabe” do erro na obra da Ciclofaixa da Marechal Floriano

10 de janeiro de 2012 em Mobilidade, Municipalities, Notícia, Notícias, Planeta Bicicletada, Sociedade do automóvel, Transporte Público

Prefeito de Curitiba Luciano Ducci inaugura ciclofaixa O prefeito Luciano Ducci não sabe do erro na obra da Ciclofaixa da Marechal Floriano

Prefeito Luciano Ducci de Curitiba inaugura circuito de lazer para bicicletas

Em entrevista à rádio CBN hoje pela manhã, o prefeito Luciano Ducci, na carência de recursos retóricos menos rudimentares, demonstrou claramente seu desconforto ao ser questionado sobre a obra da Meia Ciclofaixa na Marechal Floriano Peixoto. Primeiro disse que o projeto é do IPPUC e que iria vistoriar as obras da Marechal, do Bairro Novo, do Ganchinho – e várias outras obras que estão em execução – muito embora o repórter tenha sido muito claro e específico ao perguntar sobre a Ciclofaixa e não sobre vistorias, nem tampouco sobre outras obras. Ao retornar a palavra ao entrevistador, ele insistiu na pergunta da @garotasemfio (Bia Kunze) e perguntou ao prefeito:

-Houve um erro na execução da obra na ciclofaixa da Marechal prefeito?

Já tomando o atalho para a próxima pergunta e demonstrando total interesse em encerrar a questão, o prefeito respondeu:

- Não, eu não sei. Preciso conversar um pouco mais com o pessoal do IPPUC a respeito.

Quer dizer então que o prefeito da mobilidade, que se auto proclama “amigo das bicicletas”, não sabe que o projeto que previa 1,5 metros para a ciclofaixa, foi reduzido na execução para 75 centímetros ? Estranho, não? Para os que tiverem tempo de ouvir na íntegra toda a entrevista, observarão que o prefeito mostra, com riqueza de detalhes, o conhecimento de obras nas mais diversas regiões da cidade, mas sobre a ciclofaixa, existe a necessidade de conversar mais com o IPPUC.

Escutem aqui, do minuto três em diante, da terceira parte da entrevista, o trecho sobre a Ciclofaixa.

Um movimento político chamado bicicletada

24 de outubro de 2011 em Bicicleta, Direitos do Ciclista, Massa Crítica, Sociedade do automóvel

Sim, a bicicletada é um movimento político. Sempre foi e nunca escondeu isso. Muito pelo contrário, até reforça. Porém, a bicicletada NÃO É nem NUNCA FOI partidária. Nela não se promovem partidos, muito menos, candidatos. Qualquer tentativa de se fazer isso é imediatamente coibida pelos seus interactuantes (porque você não apenas participa de uma bicicletada, mas interage com ela). Portanto, as afirmações que alguns blogueiros políticos desinformados tem feito, provavelmente com o  com o intuito de descaracterizar este movimento, simplesmente não procedem.

E não, a bicicletada não é apenas um hype. A bicicletada veio para ficar e ocupar. Ocupar um espaço que também é das bicicletas por direito, mas um direito que não é devidamente respeitado pelos demais ocupantes deste espaço. Ou seja, não se trata de uma disputa, mas sim de uma luta por direitos adquiridos e usurpados.

BICICLETAS NA RUA É O PRINCIPAL OBJETIVO.

Qualquer outro foco não passa de mera tentativa de jogo político. Por isso leia, informe-se e forme a sua própria massa crítica antes de sair criticando a dos outros por aí icon wink Um movimento político chamado bicicletada

 

Prefeitura Admite que Projeto da “Ciclofaixa” Possui Falhas

22 de outubro de 2011 em Bicicleta, Direitos do Ciclista, Notícia, Sociedade do automóvel

Em reunião ontem na prefeitura, as representações dos movimentos e associações envolvidas no protesto “Por Uma Ciclofaixa de Verdade” contestaram os métodos de implantação da “ciclofaixa” de lazer. A prefeitura reconheceu alguns pontos técnicos apontados pelos ciclistas e se compromete a construir um diálogo para propor modificações no atual projeto, e também para ouvir os ciclistas em planejamentos futuros desta e outras ações.

370 00108106 Prefeitura Admite que Projeto da Ciclofaixa Possui Falhas

Em síntese, o que foi decidido (do blog Ir e Vir de Bike):

1) O Circuito de Lazer será objeto de uma avaliação conjunta formada por integrantes dos movimentos Bicicletada, Associação de Ciclistas do Alto-Iguaçu (CicloIguaçu) e Ciclovida da UFPR; um parecer técnico será apresentado em reunião da Câmara de Ciclomobilidade do Conselho de Curitiba (Concitiba) no dia 31 de outubro;

2) Correção das informações de divulgação da prefeitura, adequando o circuito à nomenclatura técnica para não gerar confusão, já que o termo “ciclofaixa” não pode ser aplicado ao projeto;

3) Divulgação com a programação e datas das próximas edições;

4) Reunião técnica para promover uma sinalização, de forma emergencial, em pontos críticos como cruzamentos e conversões da rede cicloviária permanente.

É importante enfatizar que esta reunião deu-se somente à mobilização de todos, e para que seus resultados sejam efetivos é também preciso que todos continuem firmes na  defesa de uma cultura da bicicleta em Curitiba. Este domingo é uma bela oportunidade para mostrar que estamos de olho!

Uma ótima reportagem, uma triste realidade

16 de outubro de 2011 em Massa Crítica, Mobilidade, Políticas Públicas, Sociedade do automóvel

Entendo a Bicicletada como um movimento livre, sem hierarquia, sem líderes e independente.  E na mesma medida que elencamos aqui um universo de contradições que penalizam os ciclistas em nossa cidade, podemos também enaltecer o que acontece de bom.

Hoje saiu uma reportagem de folha inteira (página 6) na Gazeta do Povo, mostrando as dificuldades de quem usa a bicicleta como meio de transporte. Excelente produção que aponta para o fato de não existir espaço para bicicletas nos grandes eixos estruturais de transporte em Curitiba.

Na contramão desta realidade, a prefeitura da cidade, que já se glorifica dos “mais de 100km de ciclovias” –que vão de parque a parque, não enxergando a bicicleta como um meio de transporte-, vai lançar no domingo que vem o Circuito Ciclofaixa (de lazer) tal qual já existe em São Paulo. Os poucos mais de 4 km já estão demarcados com faixas vermelhas no centro da cidade e funcionarão somente aos domingos.

O mais interessante é observar que, a administração da Capital dos Carros (segundo o IBGE 2010, Curitiba é a capital mais motorizada do Brasil), é rapidíssima para acabar com as vagas de estacionamento nas ruas centrais a fim de liberar mais faixas para os carros; faz sem falar, sem discursar, numa ação efetiva e com muita vontade política. Já quando a questão é Projeto Cicloviário, as coisas vão bem mais devagar do que os ininterruptos congestionamentos em nossa “ecológica” cidade. Quer dizer, existe aquilo que eles querem fazer- e fazem-, e aquilo que não vão fazer- e prometem. É claro que o futuro, a perder de vista, é um discurso tão confortável e politicamente oportuno, que nele cabem 400km de ciclovias, verbas do PAC da Copa, a ciclofaixa em toda a Mal. Floriano e tudo o mais que você já leu e ouviu por aí.

A jornada dupla dos bikers, é a matéria do Rafael Waltrick mencionada ali no segundo parágrafo.

Bairros mais afastados são mais perigosos para ciclistas

9 de outubro de 2011 em Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Notícia, Sociedade do automóvel

Apesar de parecer mais perigosa para os ciclistas, a região central de Curitiba não é a que apresenta mais riscos para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. De acordo com informações do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), a maioria dos acidentes envolvendo bicicletas acontece nos bairros mais afastados do centro. Boqueirão, Cidade Industrial, Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba, Portão e Bairro Alto são alguns dos bairros citados pelo comandante do BPTran, o coronel Loemir Matos de Souza, como locais de incidências desse tipo de ocorrência.

Para ele, a explicação para os acidentes acontecerem em maior quantidade nos bairros afastados seria a inexistência de ciclovias ou ciclofaixas nesses locais. “‘Muitas ocorrências com ciclistas acontecem em esquinas, mas nessas regiões é por falta de ciclovias mesmo”, comenta. Ele ainda admite que outros fatores, como falta de iluminação ou de sinalização, podem contribuir para que ainda mais acidentes ocorram. [...]

Ciclofaixas

Neste ano, a malha deve ser ampliada somente em 18 quilômetros, com as obras das ruas Fredolin Wolf, Toaldo Túlio, Eduardo Pinto da Rocha e Marechal Floriano – somente nesta última haverá implantação de ciclofaixas, as outras terão ciclovias. Com essas intervenções, os bairros contemplados serão Pilarzinho, São João, Santa Felicidade, Orleans, São Brás, Umbará, Alto Boqueirão, Boqueirão e Xaxim. Para 2012, a principal obra prevista é a de implantação de dez quilômetros de ciclofaixas na Avenida Comendador Franco (das Torres).Site indica rotas mais seguras

Conceito

Já o secretário da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu) e integrante do movimento Bicicletada, Luis Claudio Brito Patrício, acredita que as ciclovias não são a solução definitiva para o problema. “O ideal seria adotarmos o conceito de ‘traffic calming’, pensando em alternativas para que todas as vias permitam a utilização da bicicleta, com planejamento a longo prazo. Seria ótimo termos vias com velocidade reduzida ou com volume menor de carros, mas em Curitiba, com a criação dos binários, acontece o processo inverso”, opina. Para ele, a cidade tem que ser “mais amigável com as bicicletas”, apesar de apenas 5% da população usar esse meio de transporte. (ACB)

Redução dos acidentes é contestada

Apesar da constante preocupação dos ciclistas, o número de acidentes envolvendo bicicletas tem diminuído em Curitiba. Dados do BPTran apontam que, houve uma redução de 56% no primeiro semestre de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010. No ano passado, foram registrados 148 acidentes nos primeiros seis meses do ano, número que caiu para 64 neste ano. Nos períodos analisados, também houve diminuição na quantidade de feridos – de 138 para 63 – e óbitos no local – de sete para zero.

No entanto, Patrício contesta os dados do BPTran. Segundo o secretário do Cicloiguaçu, “quaisquer balanços seriam imprecisos, pois menos de 10% dos ciclistas registram as ocorrências”. Para ele, isso acontece porque motoristas envolvidos nesse tipo de acidente “não têm necessidade de ligar para a polícia porque não há danos e, portanto, não recebem benefício de seguro”.

Além disso, ele aponta outro fator que influencia as estatísticas. “O próprio ciclista fica muito abalado com o acidente e, como as pessoas normalmente têm uma postura de ajudar ou consertar a bicicleta, eles não registram. Mas é preciso que eles tenham consciência de que precisam fazer o registro para entrar nas estatísticas, pois só assim podemos cobrar políticas públicas”.

Para evitar que os acidentes com ciclistas aconteçam, Matos de Souza dá algumas dicas. “É preciso usar os equipamentos de proteção, andar pelo lado direito da via e obedecer às normas de circulação, como o respeito aos semáforos e às preferenciais. Além disso, utilizar aquela velha regra que diz que deve-se ver e ser visto, ainda mais porque a bicicleta é um veículo pequeno, que pode acabar ficando em pontos cegos”, sugere.

Fonte: Paraná Online

Por que o trânsito em Curitiba não melhora

7 de outubro de 2011 em Denúncias, Midia, Notícia, Sociedade do automóvel, Vídeos

http://www.youtube.com/watch?v=fVS6TLAIUgE

Este vídeo pode parecer um pouco fora de contexto do cicloativismo, mas é a URBS a instituição responsável pela promoção das melhorias do trânsito que tanto reivindicamos.

As medidas contra essa movimentação dizem qual é a política utilizada internamente, e as declarações dos trabalhadores demitidos também mostram como determinados motoristas são favorecidos para serem ainda mais donos do trânsito.

A prefeitura pode agir nesse caso, e deve fazê-lo caso não queira ser conivente com essa postura de perseguição daqueles que a questionam, e acima de tudo de ser seletiva na aplicação da lei.

Se continuar assim, o trânsito nunca vai melhorar, mesmo.

Publicado há pouco, na Gazeta do Povo.

Diretora de trânsito da Urbs deixa o cargo após divulgação de vídeo

A diretora de trânsito da Urbanização de Curitiba (Urbs), Rosângela Battistella, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (7) e o pedido foi aceito pelo prefeito Luciano Ducci (PSB). A saída da diretora de trânsito ocorre no momento em que a Prefeitura de Curitiba questiona a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que impede a Urbs de aplicar multas de trânsito.

[...]

Em nota, a agora ex-diretora de trânsito da Urbs diz que cometeu um erro e assume. “Tenho uma trajetória ética na vida pessoal e profissional. Por isso tenho a maior tranquilidade em admitir meu erro e colocar meu cargo à disposição, para preservar a Diretran e a Urbs, órgãos pelos quais tenho profundo respeito e onde exerci minha função com orgulho e dedicação”, afirma.

Isso aí está com toda a cara de abafação e preservação do “bom mocismo”, citado pelo Douglas aí nos comentários.