Você está no arquivo de Notícias.

Bicicletada a rigor, 27 de outubro, 10 h no pátio da Reitoria da UFPR

24 de outubro de 2012 em Bicicleta, Massa Crítica, Notícias, Sociedade do automóvel

bicicletada a rigor out 2012 Bicicletada a rigor, 27 de outubro, 10 h no pátio da Reitoria da UFPR

Gente Chic é outra coisa! Não polui, não congestiona, respeita os semelhantes e o planeta. Sábado, às 10 horas, estes gentis habitantes da capital das araucárias se encontrarão -para posterior Bicicletada nas vias centrais da cidade -, no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná.
Indispensável: aquela alegria de sempre. Desejável: traje à rigor!

Candidatos que Aderiram às Propostas da CicloIguaçu

6 de outubro de 2012 em Amigos da Bicicleta, Notícias, Políticas Públicas

Desde o ano passado a CicloIguaçu tem procurado os candidatos a prefeito com o intuito de firmar um compromisso com a ciclomobilidade. Fizemos entrevistas, encontros e afirmamos a necessidade de um tratamento sério a este importante tema nas eleições de 2012. Entrevistamos Gustavo Fruet, Rafael Greca, Bruno Meirinho e Ratinho Junior. O prefeito Luciano Ducci não respondeu nosso pedido de encontro no ano passado e nem agora durante as eleições.

Nos últimos dois meses realizamos a entrega presencial do documento aos candidatos, com o convite de irmos às ruas, pedalando se possível, e observarmos juntos a precariedade e a falta de estrutura as quais os ciclistas estão submetidos. Curitiba, com sua motorização elevada, parece deixar alguns orgulhosos dos engarrafamentos, do barulho onipresente e do ar poluído; outros, nostálgicos e revoltados, com a falta de diálogo com que ações de grande impacto são realizadas de forma autoritária e tecnocrática. A destruição de praças no Mercês, no Cristo Rei e no Alto da Glória servem todas ao mesmo objetivo – a fluidez do trânsito dos automóveis. A descaracterização da cidade acontece em alta velocidade. Monstruosos painéis luminosos são inseridos sem consulta prévia com os moradores, transformando a estética residencial com figurino de corrida automobilística. Não é de se espantar que o governador, que ainda se considera prefeito da cidade, já manifestou diversas vezes a intenção de fazer corridas de automóveis na malha viária urbana. Não deveria o urbanismo ouvir os cidadãos, bem como levar em consideração todos os dados assombrosos da violência e mortandade de nosso violento trânsito?

É sem dúvida uma coisa boa podermos comprar carros, geladeiras, computadores e tudo o mais que julgamos essencial. Mas, ficar preso em congestionamentos não é legal. Respirar um ar carregado tampouco. Queremos um transporte público mais barato e mais eficiente, que se beneficie igualmente das isenções tarifárias e subsídios múltiplos dos quais a indústria automobilística se farta, esfregando todos os meses em nossa cara seus novos e espantosos recordes de vendas. Queremos uma cidade mais limpa em todos os sentidos.
A perversão maior é que muita gente deixa de optar pela bicicleta para os trajetos curtos e se vê refém do automóvel e seu monopólio radical. As ruas estão sendo asfaltadas para o fluxo dos carros, não das pessoas. Se assim fosse teríamos ‘ondas verdes’ e mais espaços exclusivos para o transporte coletivo. Teríamos uma rede de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas conectando todo o centro da cidade, os centrinhos dos bairros e uma integração muito bem feita com a rede de ônibus. Teríamos conexão com a região metropolitana, segura e àgil. Teríamos também garantido o acesso às escolas com ciclovias e ciclofaixas.

No momento atual as bicicletas da Guarda Municipal saíram da garagem em maior número por causa das eleições. A ciclopatrulha da Setran, iniciativa importante, continua tímida e retraída. A própria Secretária de Trânsito não se empenha em fiscalizar as leis do CTB referentes à circulação de bicicletas. A manutenção da sinalização do que existe de ciclovia em Curitiba, que é por dever contratual, obrigação da Clear Channel, empresa que explora a publicidade no mobiliário urbano, permaneceu durante anos abandonada e depredada. Agora, no mês das eleições, aparece nova e garbosa.

Cabe a atual administração o ônus e as críticas, embasadas na experiência cotidiana de todo cidadão que escolhe se locomover de bicicleta por Curitiba. O Concitiba, no ano passado, depois de reuniões e estudos por mais de 4 meses, concluiu que o que o IPPUC chama de Plano Diretor Cicloviário é um rascunho bastante insuficiente. Não é um plano, não tem metas e carece de fundamentação teórica.

E o que a bicicleta pode trazer a nossa cidade?

A bicicleta representa um novo paradigma urbano. Intensifica e estimula o convívio. Traz o sentimento de pertencimento à comunidade. Traz saúde e bem estar ao seu usuário. Traz economia financeira. É liberdade de trajetos e destinos. É autonomia. Te liberta dos congestionamentos.

Esperamos que a assinatura seja um compromisso integral com as reivindicações daAssociação de Ciclistas do Alto Iguaçu, e que, acima de tudo, tenhamos uma gestão participativa, que escute os anseios da sociedade, que priorize o transporte coletivo e as opções de transporte individual não-poluentes.

Seja quem for o próximo prefeito, estaremos em cima. Vamos cobrar e fiscalizar os compromissos assumidos.

A cidade é das pessoas!

Goura Nataraj
Coordenador Geral da CicloIguaçu

Os 10 pontos para tornar Curitiba uma cidade amiga da bicicleta

  1. Educar para o respeito no trânsito
  2. Reduzir acidentes e mortes de ciclistas
  3. Criar o Departamento de Transporte Não- Motorizado
  4. Assegurar orçamento específico e progressivo
  5. Ciclofaixas nas Estruturais (junto as canaletas)
  6. Integração com o transporte coletivo
  7. Distribuir paraciclos por toda a cidade
  8. Espaços viários acalmados
  9. Planejamento integrado da região metropolitana
  10. Fiscalizar efetivamente o comportamento no trânsito

Quem aderiu?

Bicicletada dia 30/06: Basta de mortes, chega de promessas!

28 de junho de 2012 em Bicicleta, Denúncias, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Massa Crítica, Mobilidade, Notícia, Notícias, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas

lucas bibiano Bicicletada dia 30/06: Basta de mortes, chega de promessas!

Lucas Felipe Bibiano foi atropelado pelo maior ônibus do mundo. Foto: Fábio Alexandre

Mais 2 ciclistas mortos em Curitiba nesta semana. Mais de 8 milhões previstos em Lei para investimento em estrutura cicloviária que a gestão de Richa/Ducci não executou.

Enquanto os ciclistas morrem, o prefeito promete.

As tabelas e dados que mostram a falta de compromisso da atual gestão da prefeitura de Curitiba estão no excelente levantamento realizado pelo blog Ir e Vir, do jornalista Alexandre C Nascimento.

carros sempre na preferencia 300x168 Bicicletada dia 30/06: Basta de mortes, chega de promessas!

Que cidadão vai se sentir estimulado a pedalar se, em toda guia rebaixada tiver que parar, uma vez que em Curitiba, a prioridade dos carros está acima do que estabelece o Código de Trânsito

A tão anunciada ciclofaixa da Marechal Floriano, após protestos dos ciclistas denunciando uma obra cuja largura era inferior à  0, 75 metros, foi revisada pelo IPPUC que prometeu corrigir os erros e, até agora, nada foi feito. Finalizaram uma ciclofaixa ilhada, desconexa, que não liga um ponto a outro da cidade, cheia de erros básicos e primários que evidenciam todo o amadorismo da atual gestão de Luciano Ducci.

O ciclista Lucas Felipe Bibiano, de 21 anos, morreu no sábado, na canaleta da Marechal Floriano, perto do quartel do Boqueirão, porque lá não tem ciclofaixa – nem mesmo com 75 centímetros!

Enquanto Luciano Ducci maquia a cidade com muitas obras e asfalto pensando exclusivamente em se reeleger o Projeto Cicloviário para a cidade fica estagnado e no final da fila, pois as “prioridades” são outras, muito embora, o já manjado discurso seja outro.

Não queremos mais promessas. Bicicletada de protesto neste sábado, dia 30 de junho, concentração às 10h no pátio da reitoria da UFPR.

Querendo, ou não, o Metrô, queremos uma Curitiba melhor!

13 de junho de 2012 em Mobilidade, Notícia, Notícias, Transporte Público

metro 1024x768 Querendo, ou não, o Metrô, queremos uma Curitiba melhor!

Manifestantes protestam na "audiência" pública sobre o projeto do metrô de Curitiba

O MPL-Curitiba não é contra metrô, bonde, ônibus ou trem. Somos a favor de uma cidade para todas as pessoas.

Nos posicionamos totalmente contra as políticas que confirmam a atual lógica de uma cidade que exclui a maioria, em favor de empresários e políticos profissionais. Este é o modelo econômico que gera lucros à base de segregação social. Eis o foco da nossa luta pela mobilidade urbana.

Portanto, tendo analisado o projeto e assistido à audiência pública, somos CONTRA o projeto METRÔ CURITIBANO.

Não é preciso ser engenheiro ou administrador para entender que a verba, a título de PAC da “Mobilidade Urbana”, serve-se apenas para viabilizar mais um “empreendimento” monopolista privado que vai lucrar com o deslocamento urbano das pessoas.

A verba aplicada a fundo perdido por prefeitura, estado e união, principalmente com dinheiro do trabalhador (quase 50% do seu trabalho são tributos e quem ganha menos, acaba pagando mais) seria o suficiente para a aquisição da frota de ônibus atual e ainda a viabilização de 2 anos de Tarifa Zero para Curitiba. Quebrar a barreira que são as distâncias promove cidadania, inclusão social, educação e trabalho. Isto não foi explicado e muito menos discutido com quem usa (passageiros) e faz (motoristas e cobradores) o transporte coletivo de Curitiba.
Pelo contrário. Toda a elaboração do plano de uso do dinheiro foi feita através de discussão junto aos chamados gestores da cidade – tanto públicos como privados. Assim, criou-se um projeto para dar lucro às empreiteiras locais, à especulação imobiliária e aos políticos profissionais.

É por esta razão que aderimos à CONTESTAÇÃO ADMINISTRATIVA AO PROJETO METRÔ CURITIBANO, que estará disponível para adesões. Movimentos sociais, conselhos de classe, ong´s, grêmios e diretórios estudantis, partidos, cidadãos independentes, etc…, poderão aderir ao documento ou ainda usá-lo à vontade como base na elaboração de suas iniciativas contra mais este golpe que restringe o direito de ir e vir na cidade.

Observação: se você ou sua organização possuem contestação a este projeto, envie para que possamos divulgar (mplcuritiba@gmail.com)!

Venha trazer seu protesto e participação. Se queremos uma cidade para as Pessoas, são elas que precisam tomar as rédeas das decisões para a cidade.

Vejam que até a imprensa burguesa e chapa-branca, deixa escapar que o objetivo da gestão Luciano Ducci é eleitoreiro: Em ano eleitoral, prefeitura aumenta despesas com obras e propaganda !

Serviço:

Sumário: Coleta de assinaturas para adesão a Contestação Administrativa do Projeto Metrô Curitibano
Local: Bicicletaria Cultural – Rua Presidente Faria, 226 (na canaleta, próximo da UFPr e estação central)
Dia e horários: 14 e 15.06.09, das 8h às 18h
Minuta: https://docs.google.com/document/d/1vIy7D6j_WIy_Eli40MLFXzeGjOyBxoeDQOVjXpyE440/edit?pli=1

Retirado do site do MPL-Curitiba: fureotubo.wordpress.com

Implementação da Política de Mobilidade Urbana em Curitiba

8 de junho de 2012 em Amigos da Bicicleta, Bem-estar, Bicicleta, Cartaz, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Massa Crítica, Midia, Mobilidade, Notícias, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas

Amigos,

Eu acabei de criar minha própria petição e espero que possam assiná-la. Ela se chama: Implementação da Política de Mobilidade Urbana em Curitiba.

Eu realmente me preocupo sobre este assunto e juntos nós podemos fazer algo a respeito disso! Cada pessoa que assina nos ajuda a chegarmos mais próximo do nosso objetivo de 100 assinaturas — será que você pode nos ajudar assinando a petição?

Clique aqui para ler mais a respeito e assine:

http://www.avaaz.org/po/petition/Implementacao_da_Politica_de_Mobilidade_Urbana_em_Curitiba/?launch

Que diz o seguinte:

A maioria das grandes cidades do Brasil prioriza dentro do seu espaço urbano a mobilidade através de veículos motorizados. É do conhecimento de todos que os impactos ao meio ambiente, causados pela emissão de gases oriundos da queima de combustíveis fósseis, são responsáveis pelo aquecimento global e pela morte de milhões de pessoas ao redor do mundo através de doenças provocadas pela poluição do ar.
Para que esta situação possa ser em parte revertida, é de extrema importância implementar políticas de mobilidade urbana, incentivando o uso de veículos não motorizados, em especial a bicicleta.
O uso da bicicleta como modal de transporte econômico, saudável, não motorizado e ecologicamente correto, faz parte da Política Nacional de Mobilidade Urbana para a construção de cidades sustentáveis, do Ministério das Cidades, o qual por meio de reivindicações da sociedade, criou em 2004 o Programa Bicicleta Brasil, tornando obrigatório a implementação do Plano Diretor de Transporte e da Mobilidade (PlanMob) em cidades com mais de 500.000 habitantes.

A presente petição tem a pretensão de conscientizar as autoridades competentes da administração pública de Curitiba, que esta cidade precisa urgentemente mudar os rumos de sua história, priorizando a implementação de políticas de mobilidade urbana sustentáveis, bem como criar uma infraestrutura condizente aos anseios da população.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem — por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.

Muito obrigado,
Augustinho Boscardin Junior
augustinhobosca@gmail.com
(41) 9628-4184

Bicicletada Curitiba no WordCamp

5 de junho de 2012 em Bicicleta, Encontros, Inovações, Midia, Notícias

facebook header 849x313 Bicicletada Curitiba no WordCamp

Na sexta e no sábado, dias 15 e 16 de Junho, acontecerá o WordCamp Curitiba 2012 na FESP, ali perto da Reitoria onde tradicionalmente ocorre a concentração para a Bicicletada.

O WordCamp é uma conferência para troca de experiências sobre o WordPress, uma plataforma livre para construção de sites. Como o site da Bicicletada é construído com WordPress e com a rede social BuddyPress, houve um processo de aprendizado para fazer a migração e a reestruturação dos fóruns e postagens na migração do início deste ano.

Com isso, uma nova mudança neste site é esperada, e houveram mais discussões para proposição de um modelo adequado ao que o movimento percebe e demanda. Esta proposta será apresentada neste evento pela Fabianne Balvedi, Vinícius Massuchetto, Cheila Carolina Roderjan, Guilherme Kowertz Cavassin, Mayara Stonoga e Nivia de Cássia Teixeira Bellos.

O resumo da palestra está disponível aqui, e todos estão convidados a comparecer e discutir.

Próximo Domingo, dia 20 de maio, UFPR promove a Pedalada dos 100 Anos

14 de maio de 2012 em Eventos, Midia, Mobilidade, Notícia, Notícias

banner mobilidade 224x300 Próximo Domingo, dia 20 de maio, UFPR promove a Pedalada dos 100 Anos

Este ano a Universidade Federal do Paraná celebra o seu centenário. Todos os meses, entre os dias 18 e 20 acontecem eventos comemorativos e, neste mês de maio, será realizada a Pedalada dos 100 Anos.

Segundo José Carlos Belotto, coordenador do Programa Ciclovida da UFPR, “além de comemorar o centenário da Universidade, esse Passeio Ciclístico serve também para reafirmar o apoio da Instituição à bicicleta enquanto um agente transformador desta situação urbanística que está quase chegando ao extremo do caos motorizado”.

Belotto lembra ainda que,” além da Universidade ser um dos maiores polos formadores de tráfego na cidade, ela não ensinou seus alunos de engenharia e arquitetura a planejarem para a bicicleta”. Esta situação já está sendo revertida, pois além de possuir programas voltados para a questão da mobilidade urbana, no curso de Arquitetura, por exemplo, já existe na grade curricular a disciplina de Cidade e Meio Ambiente que possui um módulo específico para tratar da bicicleta, conforme informa o coordenador do Ciclovida.

A Pedalada dos 100 Anos passará por vários endereços da UFPR espalhados pela cidade, inclusive no primeiro prédio da Universidade onde hoje se encontra o shopping Omar. Todos os participantes concorrerão a duas bicicletas e vários brindes oferecidos pelos patrocinadores: Bike Sul, Agência Bicicleta , KuritBike, Baron Bikes e Bar Tartaruga.

Serviço:

Pedalada dos 100 Anos da UFPR

Local: Praça Santos Andrade, em frente ao Prédio Histórico;

Data: Domingo, dia 20 de maio de 2012;

Horário: concentração às 9 e saída às 10 horas;

Curitiba, uma cidade que NÃO é amiga das bicicletas!

5 de maio de 2012 em Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Massa Crítica, Mobilidade, Notícia, Notícias, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas, Sem categoria

lucianoducci Curitiba, uma cidade que NÃO é amiga das bicicletas!

Curitiba, capital "ecológica" só no marketing oficial

A mesma Secretaria do Trânsito (SETRAN) que diz: “Não arrisque sua vida confiando que o motorista tem que respeitá-lo” e que considera “inevitável” o aumento do número de bicicletas nas grandes cidades voltará a repreender os ciclistas que transitam pelas canaletas (corredores de ônibus) de Curitiba.

A questão aqui não é polemizar em torno da discussão do uso, ou não, das canaletas por ciclistas. Muitos pedalantes, inclusive, consideram o respeito às leis fundamental, mas entre elas e a própria vida, optam por esta. A questão é polêmica justamente por haver excelentes argumentos, tanto pró quanto contra. Mas vamos à discussão que realmente motiva este texto.

A prefeitura de Curitiba, administrada pelo candidato à reeleição Luciano Ducci, que não promove campanhas de conscientização para que os motoristas respeitem a bicicleta como meio de transporte, sequer constrói vias de tráfico destinadas aos ciclistas, mais uma vez vai usar do poder de coerção do Estado para simplesmente transferir – e aumentar – os acidentes e mortes de ciclistas, que passarão a acontecer entre particulares (automóvel x bicicleta) nas ruas e não mais nas canaletas, onde existe a responsabilidade do município, por se tratar de vias destinadas ao transporte coletivo.

 Não seria justo que, com a mesma vontade com que tira os ciclistas da canaleta, a prefeitura também promovesse a sinalização e campanhas de educação no trânsito para que os motoristas que transitam nas marginais das canaletas passem a respeitar as bicicletas como um meio de transporte? Isso para fazer o mínimo em prol do único modal realmente sustentável.

A gestão Richa/Ducci, que está no comando há 8 anos, não fez e não faz nada de substancial para promover a bicicleta como um meio de transporte, resta neste ano eleitoral fazer com que os demais candidatos assinem e assumam o compromisso de fazer de Curitiba uma cidade bicicletável, pois quem teve a oportunidade de fazer e não fez dá provas incontestes de que não fará.

Para quem gostou do desenho, pode pegar aqui e usar a vontade!

 

 

Oilman Está com Problemas

28 de março de 2012 em Bicicleta, Notícias

oil man Oilman Está com Problemas

Curitiba corre o risco de perder um de seus personagens mais conhecidos, o Oilman. O homem que costumava andar de bicicleta pelas ruas do centro da capital, vestindo apenas uma sunga e com o corpo besuntado em óleo, está com medo de sair de casa.

No último dia 21 de janeiro ele se envolveu numa confusão na Rua XV de Novembro; de lá pra cá, seu medo aumentou. “O sujeito me chamou de homossexual e criticou a forma como eu estava vestido. Estou sendo atacado por uma onda de moralismo. Sinto-me injustiçado, afinal sou um atleta, um personagem de Curitiba”, disse Rebello.

Dias depois, ele afirma que foi agredido novamente. “Uma gangue de rapazes me xingou e me ameaçou com uma faca. Tive que voltar a treinar artes marciais para me defender, mas como não quero brigar, fico em casa e só saio disfarçado”, contou.

Rebello disse que nas duas vezes que foi atacado, avisou policiais que passavam na rua, entretanto, segundo ele, nada foi feito. Ele chegou a comentar que cogitou a possibilidade de ir embora da capital.

Fonte: BandaB – Paraná Online

Prefeitura de Curitiba: incompetência que não encontra limites

6 de fevereiro de 2012 em Educação no Trânsito, Massa Crítica, Mobilidade, Notícias

Jogos dos 7  3 erros:

Passando pela AV. Republica Argentina, me deparei com essa placa:

060220123752 225x300 Prefeitura de Curitiba: incompetência que não encontra limites

tem alguma coisa errada com essa placa?

Conseguem identificar algum erro nela? A primeira vista pode parecer uma boa iniciativa da SETRAN e Prefeitura, mostrando que eles estão preocupados e dando atenção para os ciclistas também, mas se observarem a placa com mais atenção, verão que tem 3 erros gritantes:

 

1º) O “ciclista” em questão, representado na placa, esta desmontado da bicicleta, e de acordo com o código de transito:

“CAPÍTULO IV
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.”

Um ciclista empurrando a bike é um pedestre, a placa esta graficamente incorreta.

2º) O texto da placa  fala para os motoristas pararem na faixa para os ciclistas, mas pela lei todos os veículos deveriam parar e dar preferencia para os pedestres que estão atravessando na faixa, o texto é redundante e fala algo que todos motoristas deveriam fazer mas não fazem, que é respeitar quem esta atravessando na faixa, coisa que definitivamente não acontece em Curitiba, em algumas outras cidades até que isso é respeitado, mas aqui não. E a placa seria bem mais adequada se estivesse um pedestre “convencional” representado, não um ciclista, e com um texto se referindo a preferência na travessia.

3º) O ciclista esta atravessando a rua, desmontado, na faixa, por que motivo?  Bicicletas são veículos como quaisquer outro (por mais que a maioria das pessoas desconheça este fato, mas é o que esta na lei) e devem fazer as conversões da mesma maneira que os outros veículos, utilizando as mãos e os braços para sinalizar, ninguém precisa desmontar da bicicleta para atravessar uma rua, eu pelo menos só desmonto e atravesso pela faixa em casos bem específicos ou cruzamentos problemáticos, mas via de regra, a bicicleta deve se comportar como um veículo, fato que provavelmente quem desenhou esta placa desconhece, e o pior, repassa a informação incorreta que  ciclistas deve desmontar da bicicleta para atravessar a rua.

 

Já ouvi comentários do tipo: “esses ciclistas são tudo uns eco-chatos, nada do que a prefeitura faz esta bom, reclamam de tudo e bla bla bla” mas sinceramente, vendo esta placa, só me faz crer ainda mais que quem planeja estas campanhas, obras, etc, definitivamente nunca andou de bicicleta e desconhece as leis que regulamentam o transito de bicicletas.

Se for para fazer algo, que façam algo bem feito, se não sabem, se informem ou peçam auxilio a quem sabe, mas por favor, não tratem a os ciclistas e bicicletas como algo que não seja natural ou não faça parte do transito.

 

 
Por Marcos Adriano do blog bicicleteiros.com.br