Esta sexta é dia de Massa Crítica!
25 de abril de 2013 em Massa Crítica, Retomada das Ruas
Simbora para a bicicletada dos invisíveis!
25 de abril de 2013 em Massa Crítica, Retomada das Ruas
Simbora para a bicicletada dos invisíveis!
24 de março de 2013 em Amigos da Bicicleta, Cartaz, Eventos, Massa Crítica, Retomada das Ruas
10 de março de 2013 em Eventos, Massa Crítica
Faz algum tempo que tem se discutido entre os interatuantes das bicicletadas o esvaziamento das mesmas e a falta do caráter de massa crítica nas pedaladas. Em muitos momentos do trajeto parece que estamos apenas fazendo um simples passeio ciclístico matinal quando o objetivo principal não é este. Precisamos resgatar nas raízes do movimento os seus principais valores, e para tanto, estamos propondo que a data da bicicletada passe a ser na última sexta-feira do mês no final da tarde, início da noite, na hora do rush, como é na cidade natal do movimento e em quase todas as outras cidades que aderiram a ele. Este mês em específico pedalar na sexta-feira terá um gostinho especial: dia 29 de março é aniversário de Curitiba. Simbora então?
Também estamos propondo uma mudança de local de saída, da Reitoria para a Praça do Homem e da Mulher Nua, a 19 de dezembro. Somos grat*s pelo abrigo que a UFPR nos deu até o momento, porém sabemos que a prioridade no gerenciamento de espaços das universidades é atender ao público universitário, e não ao público em geral. E como as bicicletadas são para tod*s, não apenas estudantes, optamos por propor esta mudança para um espaço mais neutro. A idéia é inclusive que se encontre um espaço que seja identificado conosco, como São Paulo conseguiu. Existe uma praça sem nome na Presidente Faria, na frente da Bicicletaria Cultural. Porém, ela está cercada por tapumes e o guarda do prédio ao lado impede nosso acesso à ela. Fica a dica portanto de pensarmos também neste espaço.
Então é isso, sexta-feira, 29 de março, massa crítica se concentrando 18h na Praça 19 de dezembro, saída 19h para trajeto a ser definido durante a concentração ou durante a pedalada.
Topam?
24 de novembro de 2012 em Amigos da Bicicleta, Bem-estar, Massa Crítica
24 de outubro de 2012 em Bicicleta, Massa Crítica, Notícias, Sociedade do automóvel
Gente Chic é outra coisa! Não polui, não congestiona, respeita os semelhantes e o planeta. Sábado, às 10 horas, estes gentis habitantes da capital das araucárias se encontrarão -para posterior Bicicletada nas vias centrais da cidade -, no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná.
Indispensável: aquela alegria de sempre. Desejável: traje à rigor!
1 de outubro de 2012 em Amigos da Bicicleta, Bicicleta, Massa Crítica, Midia, Sem categoria, Vídeos
Numa excelente edição do Gabriel Zabot de Andrade, segue abaixo o vídeo da BicicletadaCuritiba de Primavera, realizada no sábado, dia 29 de setembro de 2012. Um punhado de gente compareceu, formando quase uma centena de pedalantes, só o sol – meio tímido talvez – que se mostrava reticente em se abrir em definitivo no céu. Mas isto é mais uma das marcas de nossa Massa Crítica: a desobediência sazonal do clima curitibano.
Em busca de um tema bacana para a Bicicletada de outubro: todas as sugestões são bem-vindas, nos comentários abaixo ou pelo Fórum.
Além do vídeo acima, tivemos também o excelente registro fotográfico do Danilo Herek que publicou as fotos no site do cicloativismo.com
28 de setembro de 2012 em Massa Crítica, Municipalities
Setembro, mês da bicicleta em Curitiba. Alguém instituiu, não sei quem fomos. 22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro. Os franceses lançaram a data em 1997. Última sexta-feira do mês, dia de Bicicletada (aqui é no sábado, eita Curitiba). E a primeira edição foi em San Francisco, há exatamente 20 anos. Viva a Massa Crítica! Viva a formação de uma quantidade mínima de indivíduos necessária em um sistema social para que este possa se tornar auto-sustentável!
Neste sábado celebraremos a data com uma pedalada até o Alto da Glória para questionar a retirada de uma pracinha para a passagem de uma via rápida:
Os Curitibanos sabem muito bem que a cidade, um dia conhecida pela sua tranquilidade, não é mais a mesma. O aumento da população é uma característica da modernidade, mas algumas das consequências negativas deste crescimento urbano, como o trânsito engarrafado e o desrespeito em relação ao pedestre, ao ciclista e ao transporte público são resultado de políticas públicas que valorizam o transporte individual, o carro. É por isso que elegemos a praça do Alto da Glória, como símbolo de defesa do espaço público, tranquilo, que valoriza o convívio entre as pessoas e a brincadeira das crianças a céu aberto. Acreditamos numa política que priorize a cidade feita para PESSOAS. – Bruna Ruano
Então que tal você vir pedalar conosco rumo ao centésimo macaco?
25 de setembro de 2012 em Eventos, Massa Crítica, Mobilidade

20 de julho de 2012 em Massa Crítica, Políticas Públicas, Retomada das Ruas, Sociedade do automóvel
As cidades latino-americanas não querem parecer-se com Amsterdam ou Florença, mas com Los Angeles, e estão conseguindo converter-se na horrorosa caricatura daquela vertigem
Por Eduardo Galeano
Em 1992 houve um plebiscito em Amsterdam. Os habitantes da cidade holandesa resolveram reduzir à metade o espaço, já muito limitado, que ocupam os automóveis. Três anos depois, proibiu-se o trânsito de carros privados em todo o centro da cidade italiana de Florença, proibição que se estenderá à cidade inteira à medida em que se multipliquem os bondes, as linhas de metrô, as vias para pedestres e os ônibus. Também as ciclovias: será possível atravessar toda a cidade sem riscos, por qualquer parte, pedalando em um meio de transporte que custa pouco, não gasta nada, não invade o espaço humano nem envenena o ar e que foi inventado, há cinco séculos, por um vizinho de Florença chamado Leonardo da Vinci.
Enquanto isso, um informe oficial confirmava que os automóveis ocupam um espaço bem maior que as pessoas, na cidade norte-americana de Los Angeles, mas ali ninguém pensou em cometer o sacrilégio de expulsar os invasores.
A quem pertencem as cidades?
Amsterdam e Florença são exceções à regra universal da usurpação. O mundo motorizou-se aceleradamente, à medida que iam crescendo as cidades e as distâncias, e os meios públicos de transporte recuaram diante do automóvel privado. O ex-presidente francês George Pompidou comemorava, dizendo que “é a cidade que deve adaptar-se aos automóveis, não o contrário”, mas suas palavras assumiram sentido trágico quando se revelou que haviam aumentado brutalmente as mortes por contaminação na cidade de Paris, na greve geral do finzinho de 1995: a paralisação do metrô havia multiplicado as viagens de automóvel e esgotado as máscaras anti-smog.
Na Alemanha, em 1950, os trens, ônibus e bondes realizavam três quartos do transporte de pessoas; hoje, representam menos de um quinto das viagens. A média europeia caiu a 25%, o que já é muito comparado com os Estados Unidos, onde o transporte público, virtualmente exterminado na maioria das cidades, só chega a 4% do total.
O ruído dos motores não deixa ouvir as vozes que denunciam o artifício de uma civilização que te rouba a liberdade para depois vendê-la e que te corta as pernas para obrigar-te a comprar automóveis e aparelhos de ginástica. Impõe-se no mundo, como único modelo possível de vida, o pesadelo de cidades onde os carros mandam, devoram as áreas verdes e apoderam-se do espaço humano. Respiramos o pouco ar que eles nos deixam; e quem não morre atropelado, sofre gastrite pelos engarrafamentos.
Henry Ford e Harvey Firestone eram amigos íntimos, e ambos davam-se muito bem com a família Rockefeller. Este carinho recíproco desembocou numa aliança de influências que muito teve a ver com o desmantelamento das ferrovias e a criação de uma vasta teia de auto-estradas, em todo o território norte-americano. Com o passar dos anos, tornou-se cada vez mais avassalador, nos Estados Unidos e no mundo todo, o poder dos fabricantes de automóveis e empresas de petróleo. Das 60 maiores companhias do mundo, a metade pertence a esta santa aliança, ou está de alguma maneira ligada à ditadura das quatro rodas.
Dados para um prontuário
Os direitos humanos terminam ao pé dos direitos das máquinas. Os automóveis emitem impunemente um coquetel de muitas substâncias assassinas. A intoxicação do ar é espetacularmente visível nas cidades latino-americanas, mas muito menos intensa em algumas cidades do norte do mundo. A diferença se explica, em grande medida, pelo uso obrigatório dos conversores catalíticos e de gasolina sem chumbo, que reduziram a contaminação mais notória de cada veículo, nos países de mais desenvolvimento. No entanto, a quantidade tende a anular a qualidade, e estes progressos tecnológicos vão reduzindo seu impacto positivo diante da proliferação vertiginosa do parque automotor, que se reproduz como se fosse formado por coelhos
Visíveis ou dissimuladas, reduzidas ou não, as emissões venenosas têm uma longa folha corrida de crimes. Para apontar apenas três exemplos, os técnicos do Greenpeace denunciaram que provém dos automóveis não menos da metade do total de monóxido de carbono, de óxido de nitrogênio e de hidrocarbonetos que tão eficazmente contribuem com a demolição do planeta e da saúde humana.
“A saúde não é negociável. Basta de meias medidas”, declarou o responsável por transportes em Florença, no início deste ano, enquanto anunciava que esta será “a primeira cidade europeia livre de automóveis”. Mas em quase todo o resto do mundo parte-se da base de que é inevitável que o divino motor seja o eixo da vida humana, na era urbana.
Copiamos o pior
Copiamos o pior. As cidades latino-americanas não querem parecer-se com Amsterdam ou Florença, mas com Los Angeles, e estão conseguindo converter-se na horrorosa caricatura daquela vertigem. Estamos treinando há cinco séculos como copiar, em vez de criar. Já que estamos condenados à copiadite, poderíamos escolher nossos modelos com um pouco mais de cuidado. Anestesiados como estamos pela televisão, a publicidade e a cultura do consumo, acreditamos no conto da chamada modernização, como se este chiste de mal gosto e humor sórdido fosse o abracadabra da felicidade.
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Leia também, da mesma série do autor, “A automovelcracia” e “Liturgia do divino motor (Automovelcracia II)”.
Título original: “A automovelcracia III – O anjo exterminador”
Retirado de Revista Atenção, nº 5, Abr/1996 – Pág. 52
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Fonte: ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis
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