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Manifesto dos Invisíveis – Curitiba

6 de abril de 2013 em Amigos da Bicicleta, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito

Este manifesto vem a público após o atropelamento do ciclista Rafael de Almeida Oliveira por um veículo cujo motorista diz “não ter visto a vítima”. Chega de invisibilidade. A versão abaixo foi copiada e remixada a partir do manifesto dos invisíveis de São Paulo.

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos e cidadãs que utilizamos a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só é seguro pedalar em Curitiba nas ciclovias”, ou que “a  bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar pela cidade toda. E já pedalamos! Mas o que fazer quando precisarmos  passar por alguma via sem ciclovia? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada? Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus,  pedestres e ciclistas. Não precisamos somente de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. Precisamos também de ciclofaixas, e onde elas não existirem ou estiverem deterioradas, o ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os  veículos motorizados.

A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, um grande exemplo de solução criativa: Bogotá.

Então não clamamos por ciclovias. Clamamos por  respeito. Respeito às leis de trânsito, que colocam em primeiro plano o respeito à  vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os  veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns  motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que  assusta e agride.

Curitiba ainda possui uma situação peculiar, que são as famosas “calçadovias”, que levam motoristas a gritar para ciclistas saírem da pista de rolamento e irem para seu devido lugar, o qual acaba por configurar-se como lugar algum. Os automóveis não nos respeitam na pista, os pedestres não nos respeitam na calçada/ciclovia e as poucas ciclovias de verdade que existem muitas vezes estão em condições tão precárias que não é possível pedalar continuamente em sequer 50 metros de sua extensão.

Por isso muito mais que ciclovias, precisamos de mais bicicletários espalhados pela cidade e de uma campanha de educação no trânsito acompanhada de um trabalho de sinalização das vias. Se faz extremamente necessário informar e conscientizar motoristas sobre o fato de que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Isso está na Lei.

“Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.”

Mas nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a  bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver  metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o  espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar.  Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa  cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer  bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana do que acreditar que a solução dos nossos problemas seja  alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas  e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

E este manifesto assinamos nós, que também somos o trânsito:

Fabianne Balvedi (fabs)
Gabriel Augusto Gonçalves Sobral
Jorge Brand (Goura)
Cintia Ribas
André Luiz de Almeida (ciclista urbano cwb)
Flávio Krüger
Alberto A. Rocha
Evandro Fernando Schulz
Vitoria Mario
Vinicius Massuchetto
Luis Patricio
Vinicius Brand
Norma Müller
Rafael Buratto
Daniel Junghans
Michele Micheletto
Rosangela Araújo
Rui Marcelo Suttil de Oliveira
Vinicius de Figueiredo
Valdilena Rammé
André Belletti Romero
Janaina Fellini
Silvia Neves Mayer
Antonio Miranda
Silvia Shimakura
Tiago Bindewald
Tiê Passos
Patrícia Valverde
Iris Cavassin Lopes
Rodolfo Lucchin (Dox)
Yasmim Reck
André de Macedo Duarte
Eduardo Cordeiro Uhlmann
Maria Baptista
Liliane Vicenzi
Paulo de Oliveira Neto
Alessandra Lorena da Silva
Ramiro Batista da Luz
Oscar Neto
Jake Dobkin
Marlon Martins
Daniel S M Oliveira
Xênia Mello
Ricardo Alves de Oliveira
Renato Machnievscz
José Carlos Assunção Belotto
Pedro Leonardo Cardozo de Medeiros
Guilherme Sant’ana
Daniel Ikenaga
Divo Maia
Andreza G. Lucas
Tais da Silva Ribeiro
Lyncoln Reis
João Paulo Taborda (Djão)
Samuel Barrales (Samucat)
Márcia Flores
Alvaro Komiya
Josue Valerio
André Drabeski
Beto Varella
Renata Mele
Yuri Damasceno Schultz
Diogo Marques
Leandro Kruszielski
Klaus Lütke Elbers
Rodrigo Camargo de A Pinto

Assine você também manifestando seu desejo por visibilidade nos comentários abaixo. Nós iremos adicionar os nomes à medida que forem sendo revelados.

Bicicletada dia 30/06: Basta de mortes, chega de promessas!

28 de junho de 2012 em Bicicleta, Denúncias, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Massa Crítica, Mobilidade, Notícia, Notícias, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas

lucas bibiano Bicicletada dia 30/06: Basta de mortes, chega de promessas!

Lucas Felipe Bibiano foi atropelado pelo maior ônibus do mundo. Foto: Fábio Alexandre

Mais 2 ciclistas mortos em Curitiba nesta semana. Mais de 8 milhões previstos em Lei para investimento em estrutura cicloviária que a gestão de Richa/Ducci não executou.

Enquanto os ciclistas morrem, o prefeito promete.

As tabelas e dados que mostram a falta de compromisso da atual gestão da prefeitura de Curitiba estão no excelente levantamento realizado pelo blog Ir e Vir, do jornalista Alexandre C Nascimento.

carros sempre na preferencia 300x168 Bicicletada dia 30/06: Basta de mortes, chega de promessas!

Que cidadão vai se sentir estimulado a pedalar se, em toda guia rebaixada tiver que parar, uma vez que em Curitiba, a prioridade dos carros está acima do que estabelece o Código de Trânsito

A tão anunciada ciclofaixa da Marechal Floriano, após protestos dos ciclistas denunciando uma obra cuja largura era inferior à  0, 75 metros, foi revisada pelo IPPUC que prometeu corrigir os erros e, até agora, nada foi feito. Finalizaram uma ciclofaixa ilhada, desconexa, que não liga um ponto a outro da cidade, cheia de erros básicos e primários que evidenciam todo o amadorismo da atual gestão de Luciano Ducci.

O ciclista Lucas Felipe Bibiano, de 21 anos, morreu no sábado, na canaleta da Marechal Floriano, perto do quartel do Boqueirão, porque lá não tem ciclofaixa – nem mesmo com 75 centímetros!

Enquanto Luciano Ducci maquia a cidade com muitas obras e asfalto pensando exclusivamente em se reeleger o Projeto Cicloviário para a cidade fica estagnado e no final da fila, pois as “prioridades” são outras, muito embora, o já manjado discurso seja outro.

Não queremos mais promessas. Bicicletada de protesto neste sábado, dia 30 de junho, concentração às 10h no pátio da reitoria da UFPR.

Implementação da Política de Mobilidade Urbana em Curitiba

8 de junho de 2012 em Amigos da Bicicleta, Bem-estar, Bicicleta, Cartaz, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Massa Crítica, Midia, Mobilidade, Notícias, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas

Amigos,

Eu acabei de criar minha própria petição e espero que possam assiná-la. Ela se chama: Implementação da Política de Mobilidade Urbana em Curitiba.

Eu realmente me preocupo sobre este assunto e juntos nós podemos fazer algo a respeito disso! Cada pessoa que assina nos ajuda a chegarmos mais próximo do nosso objetivo de 100 assinaturas — será que você pode nos ajudar assinando a petição?

Clique aqui para ler mais a respeito e assine:

http://www.avaaz.org/po/petition/Implementacao_da_Politica_de_Mobilidade_Urbana_em_Curitiba/?launch

Que diz o seguinte:

A maioria das grandes cidades do Brasil prioriza dentro do seu espaço urbano a mobilidade através de veículos motorizados. É do conhecimento de todos que os impactos ao meio ambiente, causados pela emissão de gases oriundos da queima de combustíveis fósseis, são responsáveis pelo aquecimento global e pela morte de milhões de pessoas ao redor do mundo através de doenças provocadas pela poluição do ar.
Para que esta situação possa ser em parte revertida, é de extrema importância implementar políticas de mobilidade urbana, incentivando o uso de veículos não motorizados, em especial a bicicleta.
O uso da bicicleta como modal de transporte econômico, saudável, não motorizado e ecologicamente correto, faz parte da Política Nacional de Mobilidade Urbana para a construção de cidades sustentáveis, do Ministério das Cidades, o qual por meio de reivindicações da sociedade, criou em 2004 o Programa Bicicleta Brasil, tornando obrigatório a implementação do Plano Diretor de Transporte e da Mobilidade (PlanMob) em cidades com mais de 500.000 habitantes.

A presente petição tem a pretensão de conscientizar as autoridades competentes da administração pública de Curitiba, que esta cidade precisa urgentemente mudar os rumos de sua história, priorizando a implementação de políticas de mobilidade urbana sustentáveis, bem como criar uma infraestrutura condizente aos anseios da população.

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Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem — por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.

Muito obrigado,
Augustinho Boscardin Junior
augustinhobosca@gmail.com
(41) 9628-4184

Curitiba, uma cidade que NÃO é amiga das bicicletas!

5 de maio de 2012 em Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Massa Crítica, Mobilidade, Notícia, Notícias, Planeta Bicicletada, Políticas Públicas, Sem categoria

lucianoducci Curitiba, uma cidade que NÃO é amiga das bicicletas!

Curitiba, capital "ecológica" só no marketing oficial

A mesma Secretaria do Trânsito (SETRAN) que diz: “Não arrisque sua vida confiando que o motorista tem que respeitá-lo” e que considera “inevitável” o aumento do número de bicicletas nas grandes cidades voltará a repreender os ciclistas que transitam pelas canaletas (corredores de ônibus) de Curitiba.

A questão aqui não é polemizar em torno da discussão do uso, ou não, das canaletas por ciclistas. Muitos pedalantes, inclusive, consideram o respeito às leis fundamental, mas entre elas e a própria vida, optam por esta. A questão é polêmica justamente por haver excelentes argumentos, tanto pró quanto contra. Mas vamos à discussão que realmente motiva este texto.

A prefeitura de Curitiba, administrada pelo candidato à reeleição Luciano Ducci, que não promove campanhas de conscientização para que os motoristas respeitem a bicicleta como meio de transporte, sequer constrói vias de tráfico destinadas aos ciclistas, mais uma vez vai usar do poder de coerção do Estado para simplesmente transferir – e aumentar – os acidentes e mortes de ciclistas, que passarão a acontecer entre particulares (automóvel x bicicleta) nas ruas e não mais nas canaletas, onde existe a responsabilidade do município, por se tratar de vias destinadas ao transporte coletivo.

 Não seria justo que, com a mesma vontade com que tira os ciclistas da canaleta, a prefeitura também promovesse a sinalização e campanhas de educação no trânsito para que os motoristas que transitam nas marginais das canaletas passem a respeitar as bicicletas como um meio de transporte? Isso para fazer o mínimo em prol do único modal realmente sustentável.

A gestão Richa/Ducci, que está no comando há 8 anos, não fez e não faz nada de substancial para promover a bicicleta como um meio de transporte, resta neste ano eleitoral fazer com que os demais candidatos assinem e assumam o compromisso de fazer de Curitiba uma cidade bicicletável, pois quem teve a oportunidade de fazer e não fez dá provas incontestes de que não fará.

Para quem gostou do desenho, pode pegar aqui e usar a vontade!

 

 

Multas Sociais

3 de abril de 2012 em Denúncias, Educação no Trânsito

Multas simbólicas emitidas pela sociedade civil. Este é o mote da plataforma Multas Sociais, um bom modo de extravasar a raiva por aquele incidente que você só você viu e que sentiu impotente por não poder fazer nada sobre.

logo 60ad21468b99768f29c18562388147ca Multas Sociais

Segundo o próprio site, o “Multas Sociais é um site com fins estritamente educacionais e de conscientização da população. As multas sociais criadas aqui são fictícias.”

Mas nada impede que a DIRETRAN possa dar uma expiada de vez em quando para perceber o quanto tem deixado passar batido POR AÍ, não é mesmo? icon wink Multas Sociais

Quem declara guerra entregando uma flor?

11 de março de 2012 em Amigos da Bicicleta, Bem-estar, Bicicleta, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Midia, Mobilidade, Sociedade do automóvel

Daqui a pouco a revista eletrônica Fantástico, da Rede Globo de Televisão, exibirá uma reportagem com o título “Fantástico pedala pelas ruas de SP e mostra guerra entre ciclistas e motoristas”. Aí eu pergunto: como assim guerra, caras-pálidas? A quem interessa chamar isso de guerra?

Sejamos sinceros, se formos olhar pela ótica de um conflito, isso está mais para um massacre, pois somente um dos lados tem poder de fogo. Ou vocês já viram algum ciclista atropelar e matar um motorista apenas com sua bicicleta?

Pela paz no trânsito, não entrem nessa guerra! Não se deixem levar pela mídia!

O link abaixo é o que gostaríamos que se mostrasse, mas infelizmente, estas pautas parecem não interessar por não se caracterizarem sensacionalistas o suficiente para este tipo de programa:

http://vadebike.org/2011/03/como-foi-a-manifestacao-de-apoio-aos-ciclistas-de-porto-alegre/

Nós não queremos guerra! Seríamos uns imbecis se partíssemos para a guerra justamente por sabermos ser o lado mais fraco! A guerra interessa a quem não quer compartilhar as ruas com as bicicletas, pois desta maneira continuarão a justificar seu massacre dizendo que lugar de bicicleta não é na rua. Mesmo nós tendo a lei a nosso favor. Guerras são estados de exceção,  onde as leis são relativizadas. Por isso mesmo nós não queremos estas exceções, queremos apenas o que nos é de direito!

 Quem declara guerra entregando uma flor?Seguem abaixo dois textos redigidos por cicloativistas indignados com esta forçação de barra de se chamar de guerra o simples exercício de nosso direito básico de utilizar as ruas para nos locomover de bicicleta:

#naofoiacidente #naoehguerra

O Movimento Cicloativista vem, através desta carta, comentar o erro do programa Fantástico na chamada para a matéria sobre a convivência (ou não convivência) entre ciclistas, motociclistas e motoristas no trânsito de São Paulo. A chamada faz referência a uma “guerra entre ciclistas e motoristas” nas ruas. Guerra é o conflito entre duas facções rivais para disputar um espaço. Numa guerra, ambos os lados disputam com suas forças, de forma a tentar vencer o outro lado. Quando um dos lados não possui forças para guerrear, opta pela não violência e, mesmo assim, o outro lado opta pelo embate, isso é conhecido por massacre. O que temos no Tibet, por exemplo, não é guerra. É massacre.

Em cidades europeias cuja experiência com o aumento do número de ciclistas é mais antiga, as mortes são próximas de zero. Quer dizer, o debate não está em torno de uma discussão entre a “viabilidade de convivência”, e sim no que fazer para tornar o trânsito mais humano e respeitoso.

O Ciclista tem direito Constitucional de utilizar a bicicleta com segurança, conforme diz o Código de Trânsito Brasileiro – CTB. Inicialmente discordamos que há uma guerra entre ciclistas, pedestres e motoristas. O que há é o extermínio de pedestres e ciclistas (vide o n° de atropelamentos e vítimas mortais). Somente “um lado” ataca, os carros. Não há dados oficiais de ciclistas e pedestres que, atacando um carro, conseguiram matar o motorista.

Esperamos que a matéria a ser veiculada no programa Fantástico hoje, no dia 11/03, tenha um teor mais favorável à convivência no trânsito, e não ao embate. Todos nós, usuários do trânsito, precisamos de uma mídia que colabore para a redução da violência nas ruas, para a consciência de que todos que estão ali, indo e vindo de suas casas, são pessoas, e que tem suas histórias.

 

#naofoiacidente #naoehguerra

Ciclistas são da Paz, só os que matam fazem guerra.

Muito nos agrada a preocupação e o interesse da Rede Globo, emissora de televisão de maior audiência no Brasil, em pautar a questão da mobilidade nos grandes centros urbanos, tratando com especial interesse as modalidades alternativas de transporte – em especial as bicicletas.

Atenta às demandas sociais e aos problemas que afligem milhões de brasileiros a mídia tem desempenhado um papel fundamental na construção de um país melhor e mais cidadão. Contudo, assistindo as chamadas da programação, vimos que o Fantástico de hoje (11/03/2012), veiculará a reportagem: Fantástico pedala pelas ruas de SP e mostra guerra entre ciclistas e motoristas; ficamos deveras contrariados com a expressão, guerra, uma vez que não é assim que percebemos e vivenciamos a situação.

Primeiro que não há como um cidadão, armado de uma indefesa bicicleta por entre as pernas, declarar guerra contra uma tonelada, motorizada, veloz  e que mata -cada dia mais- conforme as estatísticas oficiais. É desproporcional a comparação entre os veículos, carro versus bicicleta, o mínimo que pode acontecer, numa disputa entre estes dois é um massacre, não uma guerra.

Um outro aspecto fundamental é que os usuários da bicicleta entendem ser esta uma opção  de transporte que pode ser utilizada e, como tal, merece sim espaço, tanto quanto os outros modais. Já os motoristas, por estarem inseridos numa cultura onde a primazia do uso dos espaços públicos de circulação é monopólio dos veículos automotores, só conseguem enxergar as alternativas modais que almejem o compartilhamento das vias – a bicicleta, por exemplo – como uma intrusa, alguém que está invadindo o espaço que é deles, exclusivamente deles.

Embora o conteúdo da chamada, aponte para uma reportagem em que será evidenciada a fragilidade dos ciclistas, “…é possível uma convivência pacífica, ou os ciclistas vão continuar morrendo no trânsito?”, o termo guerra, não é o mais apropriado para anunciar uma disputa tão desproporcional como esta.

Pode parecer casuísmo ou algo que o valha, mas nós que pedalamos pelas ruas das grandes metrópoles, sentimos na pele – a cada “educativa” fina, a cada buzinada, a cada tombo (quando somos lançados contra o meio-fio), a cada fechada- o comportamento agressivo e desumano da maioria dos motoristas e a falta de respeito com a Vida a que somos submetidos diariamente. Este tipo de relação pode ter várias denominações, menos a de uma guerra.

Nós não queremos guerra, só queremos compartilhar o espaço que é de todos, viver, não poluir e chegar.

#naofoiacidente #naoehguerra

 

 

Bicicletada Nacional Extraordinária em Curitiba – Ato de Solidariedade às Vítimas do Trânsito

2 de março de 2012 em Bicicleta, Direitos do Ciclista, Educação no Trânsito, Eventos, Massa Crítica, Mobilidade, Planeta Bicicletada, Retomada das Ruas, Sociedade do automóvel

bicicletada 20120302 nacional Bicicletada Nacional Extraordinária em Curitiba   Ato de Solidariedade às Vítimas do Trânsito Na última sexta-feira (02/03) três ciclistas morreram atropelados em São Paulo, Brasília e Belém. As Bicicletadas e Massas Críticas de todo o país estão convocando um ato de ocupação das ruas em solidariedade às vítimas do trânsito e para pedir mais respeito e prioridade nas políticas públicas de mobilidade.

Links da Bicicletada Nacional e do evento em Curitiba no Facebook.

Cartaz em melhor resolução e pacote com fonte.

Atitude!

28 de fevereiro de 2012 em Arte, Educação no Trânsito

bicicleta lixo Atitude!

Coletânea de Imagens da Bicicleta: Adesivos, Slogans e Fotos

11 de fevereiro de 2012 em Bicicleta, Charges, Educação no Trânsito, Fotos, Midia

Contribuição do André Feiges.

Prefeitura de Curitiba: incompetência que não encontra limites

6 de fevereiro de 2012 em Educação no Trânsito, Massa Crítica, Mobilidade, Notícias

Jogos dos 7  3 erros:

Passando pela AV. Republica Argentina, me deparei com essa placa:

060220123752 225x300 Prefeitura de Curitiba: incompetência que não encontra limites

tem alguma coisa errada com essa placa?

Conseguem identificar algum erro nela? A primeira vista pode parecer uma boa iniciativa da SETRAN e Prefeitura, mostrando que eles estão preocupados e dando atenção para os ciclistas também, mas se observarem a placa com mais atenção, verão que tem 3 erros gritantes:

 

1º) O “ciclista” em questão, representado na placa, esta desmontado da bicicleta, e de acordo com o código de transito:

“CAPÍTULO IV
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.”

Um ciclista empurrando a bike é um pedestre, a placa esta graficamente incorreta.

2º) O texto da placa  fala para os motoristas pararem na faixa para os ciclistas, mas pela lei todos os veículos deveriam parar e dar preferencia para os pedestres que estão atravessando na faixa, o texto é redundante e fala algo que todos motoristas deveriam fazer mas não fazem, que é respeitar quem esta atravessando na faixa, coisa que definitivamente não acontece em Curitiba, em algumas outras cidades até que isso é respeitado, mas aqui não. E a placa seria bem mais adequada se estivesse um pedestre “convencional” representado, não um ciclista, e com um texto se referindo a preferência na travessia.

3º) O ciclista esta atravessando a rua, desmontado, na faixa, por que motivo?  Bicicletas são veículos como quaisquer outro (por mais que a maioria das pessoas desconheça este fato, mas é o que esta na lei) e devem fazer as conversões da mesma maneira que os outros veículos, utilizando as mãos e os braços para sinalizar, ninguém precisa desmontar da bicicleta para atravessar uma rua, eu pelo menos só desmonto e atravesso pela faixa em casos bem específicos ou cruzamentos problemáticos, mas via de regra, a bicicleta deve se comportar como um veículo, fato que provavelmente quem desenhou esta placa desconhece, e o pior, repassa a informação incorreta que  ciclistas deve desmontar da bicicleta para atravessar a rua.

 

Já ouvi comentários do tipo: “esses ciclistas são tudo uns eco-chatos, nada do que a prefeitura faz esta bom, reclamam de tudo e bla bla bla” mas sinceramente, vendo esta placa, só me faz crer ainda mais que quem planeja estas campanhas, obras, etc, definitivamente nunca andou de bicicleta e desconhece as leis que regulamentam o transito de bicicletas.

Se for para fazer algo, que façam algo bem feito, se não sabem, se informem ou peçam auxilio a quem sabe, mas por favor, não tratem a os ciclistas e bicicletas como algo que não seja natural ou não faça parte do transito.

 

 
Por Marcos Adriano do blog bicicleteiros.com.br