URBS paga por aumento de R$2,20

12 de junho de 2009 em Municipalities

A queda no número de passageiros dos ônibus da capital está fazendo com que o sistema de transporte coletivo de Curitiba opere no vermelho. Desde o início do ano, quando a prefeitura aumentou o preço da tarifa de R$ 1,90 para R$ 2,20 de uma só tacada, depois de cinco anos sem reajuste, a média de passageiros diminuiu em mais de 600 mil pessoas por mês. Em quatro meses, de janeiro a abril, isso significou 2,6 milhões de passagens a menos.

Como resultado, a Urbs precisou usar metade do Imposto sobre Serviços (ISS) pago pelas operadoras do sistema e jogar no próprio pagamento das despesas de transporte – em vez de encaminhar para o tesouro municipal, como normalmente ocorre. De janeiro a abril, o subsídio levou a uma injeção de R$ 4 milhões no sistema de transporte. Mas nem isso resolveu o problema – e a partir daí, a Urbs passou a atrasar o pagamento feito às 10 empresas que põem os ônibus para circular na cidade.

[...]

Fonte: Gazeta do Povo

A atitude estratégica de aumento da tarifa de ônibus pela prefeitura no início do ano parece estar agora se virando contra ela. Frente à grandiosos projetos de reforma de terminais e implantação de novos e maiores ônibus, a URBS tem acumulado dívidas e dívidas devido à falta de passageiros.

Com certeza essa diminuição teve repercussão nas bicicletas da capital. Alguém mais tem a impressão de que tem muito mais gente andando de bicicleta agora do que no ano passado?

7 respostas para URBS paga por aumento de R$2,20

  1. Eu ouvi falar que querem aumentar pra R$2,70… ¬¬’

    • Eles já tem uma bela de uma justificativa…

  2. Tarifas caras, serviço de qualidade inferior cada vez mais (superlotaçao acarretada pela diminuiçao de veículos) afugentam o usuário que deixa de ser habitual para passar a ser circunstancial. Isso somado à diminuiçao dos empregos formais e consequente uso do Vale Transporte – motor do uso do transporte público, redunda em diminuiçao do numero de passageiros transportados.
    Mais bicicletas, melhores calçadas e tarifas mais baixas, isso quer dizer mobilidade urbana sustentável – Curitiba ainda está naquela do passado, que o biarticulado e o ligeirinho sao, independentemente do conjunto de atitudes a soluçao de todos os problemas…Cuidado! pois a URBS terá problemas pela frente…

  3. A luta da bicicleta é uma luta ganha. Já tá tudo saturado. A única alternativa tesuda que as pessoas encontram é sempre a magrela. O resto é sempre o mesmo caos, a mesma sujeira. Ponha um prazer no meio de suas pernas. Vá de bike.

  4. Tudo bem, teve um aumento de bikers na cidade, ueba! Bem… mas nada comparado com os 200 carros novos por mês. Ilusoriamente o carro é mais barato que o onibus; de gasolina andar la´seus 8 km sai o q ? uns 2,00 reais.
    – po vou de carro que sai mais barato.
    As pessoas esquecem do seguro, do valor do carro, dos consertos, o que o deixa mais caro.
    A real é que ir de onibus tinha que ser muito mais barato que a gasolina gasta para se locomover de carro, isso sim ajudaria o sistema público da cidade. Junto a um sistema viário de ciclofaixas e ciclovias bem feitas, sinalizadas e de grande extensão (o que não existe aqui), ajudaria bastante o transito consecutivamente o bem estar dos cidadãos e a cidade. Tudo possível, mas tem de querer e fazer acontecer.

    Sou a favor do pedágio para os carros na aréa central de curitiba. Parece que só pegando no bolso para a galera se cochar aqui no brasil.

  5. e aquela frase irritante dentro dos onibus continuam:
    - ” depredar terminais, onibus ou não pagar a pasagem aumenta o valor da tarifa”.

    Cada vez que escuto isso (nas raras vezes que por uma razão ou outra não consigo ir de bicicleta para o trabalho) dá vontade de propor uma discussão dentro do onibus hehe. É uma mentira muito grande, nós sabemos de verdade o que faz subir as tarifas.

  6. Se o clima de Curitiba fosse mais seco e quente (sem chuvas e frio) a URBS teria problemas mais sérios.

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