Sem bicicletários, ciclistas temem furtos
03 de maio de 2008
por Guilherme Voitch
Seis bicicletários construídos pela prefeitura permanecem sem uso em Curitiba. Sem espaço apropriado para estacionar, ciclistas reclamam que os furtos de bicicletas têm aumentado. "Roubos também existem, mas são em menor número", explica Jorge Brand, integrante do Movimento Bicicletada de Curitiba.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, já foram abertas duas licitações para gerenciar os bicicletários. Em nenhum dos processos, houve interessados. A prefeitura analisa adaptações no edital, mas não há data para uma terceira licitação.
O chefe de investigação da Delegacia de Furtos e Roubos, Fioravanti dos Santos, porém, diz que são poucos os boletins de ocorrência relacionados a bicicletas. "É algo em torno de um por semana, já foi maior", diz, admitindo, no entanto, que muitos boletins podem ser registrados nos distritos policiais dos bairros.
O artista plástico Fernando Rosembaun utiliza diariamente a bicicleta. "Na Reitoria (prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná) temos tido vários casos", diz. Assim como Brand, ele reconhece que os roubos são menos comuns, mas ocorrem com certa regularidade. "Nas ciclovias sempre tem assalto", conta. "Meu irmão foi assaltado na frente do Shopping Mueller, com muito movimento na rua."
O site www.pedal.com.br, que reúne adeptos do ciclismo em todo Brasil, mantém um controle sobre os crimes em alguns estados. Em 2008, o Paraná aparece como quarto da lista, com 44 furtos e roubos (10% do total registrado no país).
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