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Programa do BID deve beneficiar área reservada a ciclistas

17 de julho de 2006
Ciclovia Gen. Mário Tourinho As ciclovias de Curitiba devem entrar em processo de revitalização no próximo semestre. A rede deixou de fazer parte do setor de Mobiliário Urbano do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e passou para o setor de Transportes - estratégia que nasceu de uma exigência do Plano de Mobilidade Urbana de Curitiba e Região Metropolitana, programa a ser instalado no prazo de um ano com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Uma das políticas é o incentivo a meios de locomoção saudáveis e não-poluentes, como as bicicletas.

Há três anos, o Ippuc considerou a primeira possibilidade de restaurar a ciclovia e chegou a elaborar estudos preliminares. Sua extensão ultrapassa 160 quilômetros, formando a maior malha nacional, estimada em míseros 200 km. O engenheiro Clever Ubiratan Teixeira de Almeira, assessor de Projetos Especiais do Ippuc, adianta que a tendência não é desativar trechos, mas ampliar a rede. Um dos projetos acalentados pela prefeitura é um trecho de oito quilômetros no Contorno Sul, em paralelo à Avenida Juscelino Kubitschek. "Há demanda de trabalhadores na região", explica Clever.

Estimativas feitas para o ano 2000 apontavam 10,7 mil usuários da ciclovia nos dias de semana e 15,6 mil aos sábados e domingos. Como de lá para cá a capital ganhou 200 novos mil habitantes, é provável que nos fins de semana a ciclovia receba até 18 mil passantes, cerca de 1% da população da cidade. Um desempenho longe do ideal, considerando a urgência para diminuir o número de automóveis nas ruas.

Iniciar-se no uso da ciclovia exige empenho por parte do ciclista ou caminhante. Nas áreas nobres da cidade, a sinalização e a conservação da malha é boa. Na área central ou próxima a grandes parques, como o Barigüi, as condições são semelhantes, mas o trânsito moldado para automóveis não cede passagem aos ciclistas. Nos bairros mais populares é mais comum encontrar trechos mal-sinalizados, agravante para quem está de primeira viagem, e vias espremidas nas calçadas, cheias de ondulações, como acontece na Rua Antônio Escorsin, no São Braz.

Gazeta do Povo - Caderno Paraná
Veja a matéria em inglês

  
 
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